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sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
MAIS EDUCAÇÃO NO PROGRAMA ALTERNATIVO!
Sexta-Feira, 28 de Junho de 2013
:: Mais Educação no Programa Alternativo ::
O
Programa Alternativo deste sábado (29) mostra, em um de seus blocos, um
projeto desenvolvido pela Escola Classe Aspalha, do Lago Norte. O Mais Educação, um programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FMDE), trabalha
com os alunos em uma carga horária extra, oferecendo atividades
artísticas e esportivas. “Escolhemos oficinas de acordo com as
necessidades da escola, e oferecemos aulas de capoeira, dança
folclóricas, informática, futebol, handebol e letramento. Este projeto
atinge 152 crianças e a ideia é tornar a escola em tempo integral”,
explica a diretora Fernanda Neves, comentando que os estudantes recebem,
também, café da manhã, almoço e lanche da tarde.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao
ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias
referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos
é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da
discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem
ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br .
POR QUE A VINDA DOS MÉDICOS CUBANOS ASSUSTA A ALGUNS!
Quinta-Feira, 27 de Junho de 2013
:: Por que os médicos cubanos assustam ::
Por Pedro Porfírio, em seu blog, via Cebes
Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde
A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investid a radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.
No Brasil, o apego às grandes cidades
Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regi ões Sul e Sudeste
Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pe los planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.
Sem compromisso em retribuir os cursos públicos
Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.
Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades
Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011 , com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos campon eses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.
Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia
Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de co bertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.
Formando médicos de 69 países
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de h abitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a ind&uacut e;stria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.
Presença de médicos cubanos no exterior
Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No &acir c;mbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude po lítica suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.
Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde
A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investid a radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.
No Brasil, o apego às grandes cidades
Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regi ões Sul e Sudeste
Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pe los planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.
Sem compromisso em retribuir os cursos públicos
Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.
Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades
Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011 , com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos campon eses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.
Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia
Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de co bertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.
Formando médicos de 69 países
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de h abitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a ind&uacut e;stria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.
Presença de médicos cubanos no exterior
Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No &acir c;mbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude po lítica suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.
terça-feira, 25 de junho de 2013
"BRASIL NO OLHAR DOS VIAJANTES"!
Terça-Feira, 25 de Junho de 2013
:: TV Senado mostra série “Brasil no Olhar dos Viajantes” ::
A
TV Senado apresenta uma série com relatos de estrangeiros que estiveram
no Brasil desde o descobrimento, mostrando sua influência na construção
da nossa imagem perante o mundo e entre os próprios brasileiros. E é a
pluralidade característica da nossa história o tema do segundo episódio
da série Brasil no Olhar dos Viajantes, que será transmitido no dia 29 de junho, na TV Senado. O primeiro episódio está disponível no link http://migre.me/eMtMD.
Se no primeiro episódio o espectador pôde
conhecer o Brasil visto pelos viajantes do século XVI como o paraíso nos
trópicos, de natureza exuberante e habitantes selvagens, no segundo
episódio irá se deparar com um Brasil colonizado, fonte inesgotável de
ouro e riquezas naturais. O episódio ainda mostra as curiosidades e os
fatos desse importante período da história do Brasil, mostrando
documentos da época, imagens raras e depoimentos de pesquisadores que se
dedicaram a investigar a relação entre a literatura de viagem e a
consolidação da nossa identidade.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
DESTAQUE DA TV ESCOLA DE 24 A 28 DE JUNHO!
CLIQUE NA IMAGEM E Saiba Como Participar - Caso nao visualizar a Imagem clique AQUI
A TV Escola lev Ate a SUA sala de aula Os Melhores documentários e Series de Conteúdo educativo.
Acompanhe Nossa Programação no Canal
112 da SKY, canal 694 da Vivo TV (DTH), Vivo TV SP e Curitiba (Cabo)
Canal 188, Vivo TV Foz do Iguaçu e Florianópolis Canal 9,
Canal 123 da Claro TV, no Canal 24 da OI TV (DTH), no Canal 235 da GVT, na
NET (Consulte SUA Operadora local) OU SUA gratuitamente sintonizando antena parabólica: analógica - Hor / Freq. 3770
Atenção parágrafo como Mudanças na sintonia das Antenas Parabólicas Digitais. Acesse Aqui e Conheça o Passo a Passo.
Assista uma TV ESCOLA NA INTERNET, AO VIVO, 24 HORAS NO AR: tvescola.mec.gov.br
Destaque TV Escola - 5ª SEMANA DO MEIO AMBIENTE DA TV ESCOLA - 24 A 28 de junho às 12 e 20h.jpg
quinta-feira, 20 de junho de 2013
CULTURA "BOA" E GRATUITA!
Programação
Espaço Cultural Bagagem
O Espaço Cultural Bagagem segue com suas atividades a programação
cultural segue acontecendo todo sábado
sempre às 17 horas. O projeto Espaço
Cultural Bagagem conta o apoio do FAC, fundo de apoio à cultura, da secretaria
de cultura e do Governo do Distrito Federal:
Confira a
programação deste sábado:
Dia 22 de junho
Apresentação do espetáculo do “Baião de dois palhaços” Com a Cia Mandioca Frita Às 17 horas.
“Baião de dois Palhaços”
Dia 22 de junho 2013
Às 17 horas
Classificação indicativa livre
Entrada franca
Espaço cultural bagagem
Quadra 40 loja 16 Setor Central – Gama
3556 6606
ciabagagem.blogspot.com
ciabagagem.blogspot.com
Comunicação 3556 6606
segunda-feira, 17 de junho de 2013
APRENDER BRINCANDO!???
Aprender brincandoNeste Tema 8, que acontece atualmente, A Educação Permanente: aprendizagem formal, não-formal e informal, entramos no último eixo: "Aprender por meio do lazer e da cultura." Um olhar sobre as estratégias para aproveitar ao máximo a aprendizagem informal através de nossas expressões culturais, onde não podemos esquecer nem as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) nem os jogos. E assim, vamos nos aproximando do evento presencial de encerramento, 27 e 28 de junho em Caracas, e em 8 cidades da América Latina (em diferentes datas).DEBATER: Da aprendizagem formal à informal. Potencialmente, podemos aprender onde queremos, quando queremos e como queremos... Diante disso, ainda assim é necessária a escolaridade obrigatória? Por que os governos investem 70% na aprendizagem formal e, portanto, muito pouco na informal? Juan Domingo Farnós é pesquisador, comunicador e entusiasta da aprendizagem e tecnologias. Ele é um dos especialistas em destaque no próximo evento presencial em Caracas. Debate ao vivo, terça-feira, 18 de junho às 12h (Brasil) . Formação permanente como cidadão digital, continuamos com Stephen Downes, renomado pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e especialista em e-learning, debatendo sobre os recursos que as TIC nos possibilitam em contextos informais e não-formais". COMPARTILHAR: Aprender a partir do lúdico, com Imma Marín, diretora de Marinva, empresa que trabalha no âmbito da aprendizagem e do jogo. A convidada é também pedagoga e especialista em projetos de comunicação, dinamização e formação através do jogo. OFICINA: Gamificação. "Gamification", termo em Inglês, é a utilização de mecânicas de jogos em ambientes e aplicações não-lúdicos com a finalidade de potencializar a motivação, a concentração, o esforço, a lealdade e outros valores positivos. É o que nos contará José Ángel Cano, CEO da Wonnova. Oficina ao vivo, quinta-feira, 20 de junho, às 12h (Brasil). FÓRUM COMUNIDADE EDUCATIVA: Arte, Cultura e Tecnologia. No fórum desta semana, vamos conhecer diferentes iniciativas que incentivam a aprendizagem por meio do lazer e da cultura. Com a colaboração do Espaço FT da Argentina e dos projetos brasileiros Memórias do Futuro (Arte e Tecnologia) e Laboratório Móvel de Tecnologias. PRÊMIO DO ENCONTRO: Como você pode continuar se formando ao longo da vida? Não se esqueça de participar do prêmio do Tema 8! Você pode ganhar um tablet Samsung 10.1! Para descadastrar, clique nesse link |
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
RACISMO NO DF... O QUE FAZER!
Mulher é presa em flagrante por racismo em Brasília
Postado por Daniela Novais 17:44:00 03/06/2013
Crédito : Reprodução TV Record
Uma
mulher foi presa neste domingo (02), acusada de atos racistas contra
funcionários de uma padaria na quadra 113 da Asa Sul, em Brasília.
Segundo testemunhas, a mulher chegou ao balcão gritando e insultando os
funcionários da padaria. Um atendente foi alvo direto dos insultos. Uma
das clientes na fila de atendimento, a estudante Érika Silva de Almeida,
resolveu filmar o corrido e ela foi denunciada à polícia.
Segundo
informações da Polícia Civil, antes de começar a gritar, a mulher teria
agredido uma funcionária. A estudante filmou tudo e depois os
funcionários e clientes chamaram a polícia, e a mulher foi presa em
flagrante. Na delegacia, ela confirmou o racismo e foi encaminhada para a
carceragem do Departamento da Polícia Especializada e vai responder por
racismo e lesão corporal.
A Polícia não informou por quanto tempo ela pode ficar presa, caso seja condenada, mas a lei 9459/97 estabelece que o racismo é crime inafiançável e imprescritível. A pena pode ser a reclusão de até cinco anos e multa.
Discussão - Segundo
a assessoria da padaria, durante a discussão, a mulher disse à
vendedora que já havia trabalhado com negros e que sabia que eles eram
“acostumados a roubar”. “Você é um negro se fazendo de coitadinho”,
disse a mulher a um dos funcionários. Outros atendentes tentaram falar
com a mulher, mas ela continuou gritando e ofendendo os atendentes.
“Seus neguinhos. Quando eu vier aqui você procura me tratar logo e bem,
porque você é um negro se fazendo de coitadinho”, disse ela.
Segundo
as testemunhas, a confusão teria começado porque a mulher discordou do
preço do suco que tomou na padaria e ela acusou a funcionária de roubo.
“Ah, que gracinha, ela está aqui sem a lista de preço. Ela queria me
roubar. Eu vou nessa. A negra queria me roubar, eles querem me roubar”,
disse.
Outro caso -
A jovem Marina Serafim dos Reis aguarda há mais de um ano decisão da
justiça, após ter sido vítima de racismo no seu local de trabalho, em
abril do ano passado. Ela foi agredida verbalmente por um psiquiatra,
que tentou furar a fila da sessão de cinema de um shopping na Asa Norte.
Heverton Octacílio de Campos Menezes chegou atrasado à sessão e se
recusou a esperar sua vez para ser atendido na fila do cinema. Entre
outras agressões, ele teria dito que Marina deveria morar na África para
cuidar de orangotangos.
O médico foi indiciado por racismo em 2 de maio de 2012 e a defesa pediu absolvição, alegando que ele teve sua condição de idoso desrespeitada,
pois não lhe foi dado o direito de atendimento preferencial na
bilheteria do cinema. Segundo o advogado, é previsto em lei que, nesses
casos em que a ofensa é uma resposta a outra, o juiz não aplicaria pena.
Ao
analisar os argumentos da defesa, o juiz da 2ª Vara Criminal afirmou
não ver “qualquer das hipóteses” que autorizem a absolvição do
psiquiatra. O juiz afirmou ainda que o psiquiatra “caso entenda que foi
vítima de alguma conduta ilícita, deverá fazer o registro de uma
ocorrência policial, ou ainda, representar ao Ministério Público para
que investigue o caso. Heverton já tinha outras passagens pela polícia.
De 1994 a 2009 foram registradas nove ocorrências contra Menezes.
O
processo criminal ao qual o médico responde por atacar a atendente do
cinema está na fase de alegações finais. A defesa da jovem aguarda ainda
o início da fase de instrução do processo cível do pedido de
indenização por danos morais.
Racismo no DF -
Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, o Distrito Federal
está entre os lugares do país com alto índice de preconceito racial.
Dados da Polícia Civil mostram que o ano passado foram registradas 402
ocorrências de injúria racial e sete de racismo.
Em março, o GDF inaugurou o “Disque Racismo”.
De acordo com o secretário da Secretaria Especial da Promoção da
Igualdade Racial (Sepir), Viridiano Custódio, como o serviço recebe um
número grande de ligações, todos os registros serão analisados para que
as medidas cabíveis sejam adotadas. “Verificamos que é um número muito
grande de contatos e ainda vamos tipificá-los. É importante que a
comunidade saiba que tudo será tabulado e encaminhado. Aos que
necessitarem, ofereceremos atendimento jurídico e psicológico”, disse.
As
vítimas podem ligar para o número 156, opção 7, de segunda a
sexta-feira, das 7h às 19h. Nos sábados, domingos e feriados, o horário
de expediente é das 8h às 18h. Se preferir, o interessado pode enviar
mensagens para o e-mail: ouvidoriaracial.sepir@buriti.df.gov.br .
Com informações da TV Record e
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