quinta-feira, 22 de março de 2018

A Água em disputa 1

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FAMA NAS RUAS
FAMA 2018 encerra suas atividades com marcha e ato inter-religioso

O Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) 2018, encerra os seis dias de atividades, 17 a 22.03, com uma Marcha Política e Ato Inter-Religioso com o objetivo de denunciar o uso da água como uma mercadoria. Com mais de 200 atividades como palestras, debates, seminários, painéis, atividades autogestionadas e assembleias o evento foi realizado nos dias 17 e 18 na Universidade de Brasília (UnB) e entre os dias 20 a 22 as atividades foram realizadas no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília.
O maior evento mundial sobre a água foi organizado por 37 entidades ligadas aos povos e comunidades tradicionais, indígenas, camponeses, mulheres, religiosos, Movimentos Sindicais e Ambientais, ONGS, bem como, comitês criados nos Estados para o fórum. Ao longo dos 6 dias mais de mais de 7 mil pessoas passaram pelo evento. Estiveram presentes mais de 170 representantes internacionais vindos de 5 Continentes e mais de 4 mil pessoas montaram acampamento.
O Fórum Alternativo debateu sobre os temas centrais de defesa pública e controle social das fontes de água, o acesso democrático a água, a luta contra as privatizações dos mananciais, as barragens e em defesa dos povos atingidos, serviços públicos de água e saneamento, as políticas públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental, que garanta o ciclo natural da água em todo o planeta, assim como apontou saídas e desafios.
Com o tema “Água é um direito, não Mercadoria” o FAMA 2018 contrapôs o debate que o Fórum Mundial da Água (FMA), organizado pelas cooperações e Chefes de Estado.

Serviços:
O que: Marcha Política e Ato Inter-Religioso
Onde: Concentração e saída do Parque da Cidade Sarah Kubitschek em Brasília

Quem: FAMA 2018
Quando: quinta-feira, 22 de março
Início: 7 horas
Contatos:
Rafael - (11) 9 4196 7747 WhatsApp
Adilvane - (61) 9 9996 4391 e (49) 9 9160 5897 WhatsApp
Neudi - (11) 9 4817 2567 WhatsApp
Barach – (11) 9 8283 0006

quarta-feira, 21 de março de 2018

GUETO DE PENSAMENTO INQUIETO - UM NOVO ESPAÇO DE MANIFESTAÇÃO DE IDEIAS

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GUETO DO “PENSAMENTO INQUIETO”
         Durante as férias, já que não viajei “turisticamente”, li/reli, vi/revi e ouvi/reouvi muita gente e muita coisa interessante. Livros, teses, papers, ensaios, artigos: Paulo Freire, Rui Biesegel, Saviani, Roberto Gomes, José Pacheco, Prigogine, Betinho, Cristovam Buarque, Norberto Peixoto, Lula, dentre outros; filmes, documentários, entrevistas, animações: (A) Da Servidão Moderna, A Sociedade do Espetáculo, A Guerra que Você não vê, Ilha das Flores, Gandhi, A Cor do Trabalho, Brasil – O Grande Salto Para Trás, Antônio Nóbrega/Instituto Brincante e mais alguns; clássicas, rap, sertanejo, mpb/nmpb, regionais, étnicas, rock “clássico” e “moderno”, pop, forró de pé de serra, jazz, blues: de Racionais MCs passando por MV Bil até Gog, Tribalistas, Zeca Baleiro, Raul, Belchior, Luiz Melodia, Rio Negro e Solimões, Tonico e Tinoco, Zé Mulato e Cassiano, Tião Carreiro e Pardinho, Milionário e José Rico, Arte em Movimento do MST, Mozart, Beethoven, Vivaldi, Villa-Lobos, Mestre Ambrósio, Cascabulho, Luiz Gonzaga e muito mais... Afinal, tava de férias e não tava “fazendo” turismo.
         Também assisti, estarrecido, a confirmação da condenação do LULA na “2ª Instância”. Briguei comigo mesmo, com quem era a favor de tal disparate: condenação com base nas “convicções” de quem “investiga”, “acusa” e “julga” e, por fim, “briguei” com a classe pobre e trabalhadora deste país que, de certa forma, permitiu que o seu representante máximo fosse vitimado por essa cilada armada pelas nossas elites a mando do neoliberalismo internacional e executada por seus subalternos da PF, do MPF e do TRF4. Chorei! Confesso que chorei. Mas quanto mais via o cerco se apertar contra o LULA mais vontade e garra me davam de VER/REVER, LER/RELER e OUVIR/REOUVIR... tentar entender...
         Como resultado de tudo isso, me deu também uma vontade de produzir. “Compus” um pequeno vídeo intitulado “2017 uma retrospectiva possível”, escrevi também alguns textos: um pequeno “resumo” sobre a possível “data” (dia e ano) do nascimento de Cristo, outro sobre a polêmica criada pelo Duvivier em relação ao natal, um sobre como a “mentalidade” coxinha e sua “lógica” conseguem “introjetar” a mente de membros da classe pobre e trabalhadora - tentando “perceber” um ponto de alienação perpetrado pela mídia corporativa (a PIG no dizer de Paulo Henrique Amorim – Conversa Afiada) -, iniciei alguns que não concluí ainda: um sobre como o capitalismo consumista transformou Deus em mercadoria e em moeda de troca e de como a “bancada evangélica” no Congresso (que se auto intitula “família de Deus”) se tornou fiel defensora e propulsora desse processo e outro onde estou tentando analisar a nossa “ingenuidade de esquerda” depois de tudo o que temos vivido mais ou menos a partir de 2013 (mas que já estava em germe desde o primeiro governo do LULA) e que culminou com o golpe civil-parlamentar/político-jurídico-midiático contra Dilma e contra a controversa democracia brasileira e, por fim com a re-condenação de LULA com base nas “convicções” dos seus perseguidores no dia 24 de janeiro do corrente ano.
         De tudo o que li/reli, vi/revi e ouvi/reouvi, um fascículo de um curso a distância oferecido pela UnB/CEAD, me deixou “inquieto”. Tal curso foi o resultado de um movimento iniciado, e colocado em pratica em forma de Fóruns (dos quais participei de apenas um), pela UnB em dezembro de 1992, que se intitulou “O Pensamento Inquieto”. O objetivo principal de tal Fórum era fazer provocações que nos levassem a refletir sobre algumas temáticas importantes da virada do Século, que ainda nos desafiavam enquanto espécie e enquanto sociedade brasileira e que, com certeza, continuariam a nos desafiar no Século que se aproximava. Em tal Fórum tivemos a presença de personalidades do momento desde Dom Mauro Morelli, passando por Betinho até o, hoje, ex-presidente, LULA.
         Como resultado de tudo isso, resolvi criar espaços de postagens sistemáticas nas redes sociais dos quais faço parte: Twitter - https://twitter.com/kimuanjo69, Facebook - https://www.facebook.com/JVMBP, e três Blogs dos quais sou colaborador (UBUNTU: SOU O QUE SOU PELO QUE NÓS SOMOS! - https://ubuntugrebsm.blogspot.com.br/, SANTA MARIA CONSCIENTE... SEMPRE! - http://santaemmovimento.blogspot.com.br, e CONTRO-VÉRSIA: Fugir ao diálogo pode ser a melhor forma de não se envolver na LUTA! - http://contro-versia.blogspot.com.br/) e, é claro, via WhatsApp. Tal espaço guardará uma relação com “O Pensamento Inquieto” da UnB/CEAD, visto que foi a releitura dele que me despertou essa ideia. Inicialmente vou chamar de “GUETO DO ‘PENSAMENTO INQUIETO” (Obs. Fizemos uma enquete entre amigos, via WhatsApp, para definir se o nome seria BECO ou GUETO do Pensamento Inquieto e venceu a segunda). As postagens se darão todas as quartas feiras, da seguinte maneira: no Twitter e no Zap apenas os links do Face e/ou de um dos Blogs; No face as vezes será a postagem completa (texto, imagem e/ou vídeo) outras apenas o link de um dos Blogs; nos Blogs será sempre postagem completa. Algumas postagens poderão ser divididas em várias partes dependendo da complexidade do assunto e/ou do tamanho do texto.
         Procurarei balancear entre texto, imagem, vídeo e, quando possível, áudio de maneira que, a cada semana será feita uma postagem em uma “linguagem” diferente. Neste espaço procurarei apresentar ideias de diferentes autores: minhas, de outras e outros colegas (a maioria educadores da Rede Pública de Ensino do DF e a maioria trabalha em Santa Maria) e de outros pensadores. Iniciarei com algumas sugestões para ler/reler, ver/rever e ouvir/reouvir e em seguida passarei aos textos de “O Pensamento Inquieto” da UnB/CEAD por julgar que, apesar dos 25 anos decorridos, ainda “guardam” uma atualidade indiscutível e impressionante (além de ter alguns insights de “futurição” por parte de alguns dos “palestrantes” que valem a pena serem analisados depois de tudo o que vivemos nesse tempo decorrido), aos quais vamos intercalar outros textos em diferentes linguagens. Começaremos com a fala de Dom Mauro Morelli, mas não vamos seguir a ordem apresentada no fascículo da UnB/CEAD e sim uma escolha pessoal nossa. Mesmo não tendo a pretensão de reprisar o referido curso, achei por bem acrescentar “as questões para reflexão” propostas pela UnB/CEAD no mesmo, visto que, “Elas chamam (...) atenção para alguns pontos importantes do texto, e servem para [ajudar] a refletir sobre o assunto” tratado em cada um deles. De forma semelhante, quando utilizarmos outros textos escritos e/ou em outras “linguagens”, vamos procurar propor questões para “reflexão” sobre o assunto tratado em cada um deles.
Até a próxima quarta!
JKIM

Texto utilizado na enquete.
Olá companheiras e companheiros!
Estou precisando de uma opinião (através de votação) para a escolha de um nome para um novo “espaço” de publicações sistemáticas nas RS (Twitter, Face, Zap e Blogs). Tenho a ideia do final, mas estou indeciso quanto ao começo. O final será “DO PENSAMENTO INQUIETO”, mas não consigo me decidir entre BECO e GUETO. 1 – “BECO DO PENSAMENTO INQUIETO”? ou 2 – “GUETO DO PENSAMENTO INQUIETO”?
Escolham um dos dois e me devolvam a sua opinião através de uma mensagem.
Grato,
JKIM
 

sexta-feira, 2 de março de 2018

LEI 10.639 EM SALA DE AULA - SUGESTÕES

DIVULGANDO DE GELEDÉS...

https://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/planos-de-aula/ 

SUGESTÕES PARA FALAR DO PANTERA NEGRA EM SALA

Divulgando de GELEDÉS...

https://www.geledes.org.br/5-maneiras-de-falar-sobre-pantera-negra-na-sua-aula/ 

CIRANÇAS NÃO SABEM MAIS USAR UM LÁPIS

Divulgando de YAHOO!

Crianças não sabem mais como segurar um lápis

Pixabay
A popularização da tecnologia e dos meios digitais está mudando a maneira como as pessoas interagem com outros objetos. Um estudo recente realizado por pediatras e terapeutas da Fundação Heart of England, do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, mostra que as crianças de hoje não conseguem segurar um lápis nas mãos.
Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o uso excessivo de smartphones e tablets evita que os músculos dos dedos das crianças se desenvolvam o suficiente para garantir a execução de movimentos como esse. “As crianças que estão indo à escola não têm mais a mesma força e destreza nas mãos como víamos há 10 anos atrás. Elas recebem um lápis quando entram na escola, mas são cada vez menos capazes de segurá-lo porque não possuem as habilidades fundamentais do movimento”, explica  Sally Pane, terapeuta ocupacional pediátrica da fundação.
Para conseguir mover um lápis, uma pessoa deve ter um controle dos músculos finos dos dedos e movê-los ao mesmo tempo, o que não tem acontecido com bebês e crianças pequenas. Muitas vezes os pais optam por brinquedos.
Os pediatras explicam que algumas crianças no Reino Unido já apresentam dificuldades para segurar canetas. Outro problema que tem crescido nos últimos anos é a dificuldade para escrever, ainda que existam aulas de caligrafia. “É inegável que a tecnologia mudou o mundo em que nossas crianças estão se desenvolvendo. E apesar de haver aspectos positivos desse novo uso, há também os impactos de uma vida mais sedentária e mais baseada em interações virtuais, com mais crianças passando tempo conectadas dentro de casa e menos tempo ocupando espaços ao ar livre ativamente
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Alguém ainda tem dúvidas?

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LULA AINDA SERÁ ALVO DE SEIS GOLPES ATÉ 2019


Segundo Gustavo Santos, além do TRF4, ainda haverá várias tentativas de sabotar a administração Lula, como o semiparlamentarismo, a fraude eleitoral e até mesmo uma eventual tentativa de golpe militar; confira sua análise


Por Gustavo Antônio Galvão dos Santos, doutor em economia

Já está mais do que evidente, para quem entende minimamente de comportamento eleitoral, que será impossível acharem algum candidato que possa vencer Lula em 2018.


Aliás, para poder impedir que Lula em 2019 vença no 1º turno, eles vão ter que colocar como candidatos todas as celebridades disponíveis: dois juízes pavões, um apresentador de TV, dois “gestores”, um santo, dois esquerdistas refinados, dois esquerdistas bravos, uma fada da floresta, um messias armamentista, um banqueiro ministro, um verde, um bando de pastores mui santos etc.

Será um zoológico de candidatos como nas eleições de 1989. Na prática, todos contra a vitória do Lula no primeiro 1º turno. Com muito esforço, muito dinheiro, muitos belos discursos e muitas mentiras, talvez consigam juntos impedir que Lula vença no primeiro turno. É o máximo que podem conseguir.


Eles sabem disso.

O golpe não foi dado para devolver o governo para o escolhido do povo e, assim, correr o risco de perder as “conquistas” que Temer ofereceu aos ‘donos do poder’. Por isso darão todos os golpes possíveis para impedir que Lula volte a ser presidente.

Haverá assim, pelo menos, mais 6 tentativas de golpe.

A primeira, todo mundo já sabe, será a condenação do Lula no TRF4, onde julga o compadre do Moro.

Enquanto isso, tentarão dar o segundo golpe, o do parlamentarismo ou “semipresidencialismo”.

O terceiro seria o que o genial Wilson Ferreira do blog Cinegnose chama de bomba semiótica. No caso, seria uma operação de sabotagem planejada teatralmente com a grande imprensa para ser divulgada de forma espetacular. Algo que possa chocar a Nação tipo um assassinato ou uma queda de avião. Isso pode ser contra inimigos ou aliados em potencial de Lula. Se for contra um inimigo seria algo que pudesse depois ser atribuído a Lula ou a algum apoiador. Se for contra um aliado pode ser algo que elimine uma base de sustentação fundamental a Lula e derrube a confiança de seus apoiadores. Esse alvo espetacular pode estar no Congresso, no judiciário, nas Forças Armadas ou ser alguém que tenha importância eleitoral. Pré-candidatos, juízes ou militares tendem a ser os alvos mais óbvios.


A quarta tentativa de golpe será a fraude eleitoral. O sistema de voto eletrônico brasileiro já convive com fraudes há muito tempo e nada pode ser feito contra elas porque o sistema é inauditável. Na prática, é possível escolher quem será eleito, sem nenhum vestígio legalmente comprovável de fraude. Além disso, quem vai investigar e julgar os acusados de fraude é o mesmo órgão que define todas as regras, administra todas as urnas, seus algoritmos e toda logística da eleição, Ou seja, quem podem fazer a fraude é quem vai julgá-la. E não é preciso pesquisar muito para saber de que lado esse órgão está. A fraude eleitoral em Honduras foi só mais teste antes de ser usado no Brasil.


A quinta tentativa de golpe será militar. Um golpe militar está sendo preparado no Brasil pelo menos desde 2013. Para isso adestraram uma parte da população para apoiar entusiasticamente tanto um golpe militar quanto qualquer tipo de saída através da violência. O fanatismo em torno da candidatura de Bolsonaro, adulado como “O Mito” por seus seguidores, é só uma evidência mais óbvia.

A sexta tentativa ocorrerá depois da reeleição de Lula em 2018. Será uma reedição do ‘Grande Cerco contra Dilma’ após a eleição de 2014. ‘O Grande Cerco contra Dilma’ já é uma figura clássica de golpe, quando se utiliza todas as armas simultaneamente contra um chefe de governo.


A sexta tentativa de golpe é a combinação das cinco acima citadas. Elas serão redirecionadas, no caso de não serem bem sucedidas, para ao menos produzir um Congresso e uma mídia mais hostil, um judiciário e um ministério público mais persecutórios e um clima de ódio, divisionismo e conflito civil ainda maior.

A sexta tentativa de golpe é a união de todas as armas golpistas articuladas para tentar colher pequenos recuos cumulativos por parte do futuro Presidente Lula a partir de 2019. Uma vez reeleito, à medida que Lula for cedendo espaços e recursos de poder, perderá a credibilidade frente aos apoiadores e capacidade de reação. Ao mesmo tempo, os recuos farão os inimigos se recuperarem dos desgastes do governo Temer e das derrotas em múltiplas tentativas de golpe.


É a única forma de impedirem que Lula reorganize seu novo governo a tempo de obter resultados, consolidando novamente uma fortaleza inexpugnável de popularidade. Se os inimigos de Lula puderem colher recuos, vacilações e quebras de promessas como colheram de Dilma em 2015, poderão novamente acumular recursos de poder e credibilidade junto ao povo para um golpe definitivo.

Todas essas tentativas de golpe acontecerão. É tão inevitável quanto uma picada em quem confia em escorpião. Os inimigos da vontade popular estão obcecados e tem à disposição todos os recursos necessários para promover esses golpes com, aparentemente, um mínimo custo ou risco.

Mas acredito que todos esses golpes fracassarão. Lula até agora teve muita sorte. Algo nos diz que essa sorte não acabará enquanto ele estiver defendendo as causas básicas do povo.

Todavia, sem um dispositivo amplo de defesa, cada golpe poderá causar grandes feridas e sofrimento. E não convém só contar com a sorte.

O antídoto aos golpes, um dispositivo amplo de defesa e reação contra esses golpes vai muito além de campanhas eleitorais. É preciso fortalecer vínculos sólidos com um conjunto de aliados mais amplo. Aliados que possam reagir contra cada uma das tentativas de golpe citadas, mas que sejam realmente leais, mesmo após as eleições.

Uma lealdade real só pode ser conquistada com a comunhão de ideais, caminhos, projetos e utopias. Hoje o PT ainda está oferecendo muito pouco nesse sentido. Está se baseando quase que apenas na recuperação das conquistas de seus governos.

Isso é insuficiente para conquistar partes importantes dos empresários produtivos, da classe média, do funcionalismo público, das forças armadas, da intelectualidade, dos outros partidos e políticos de esquerda, dos sindicatos, movimentos sociais recalcitrantes e dos jovens.

Todos esses setores se sentem parcialmente descontentes, não contemplados ou pouco entusiasmados com o simples retorno ao que foi o governo Lula. Promessas específicas a cada um desses setores tendem a ter um impacto pequeno porque carecem de credibilidade. Além disso, podem gerar contradições e objeções mútuas entre esses grupos ou, ainda, com outros grupos de aliados fiéis ou potenciais de Lula.


O antídoto a todos esses golpes é conseguir um discurso unificado que garanta aliados fiéis em todos os grupos citados acima e que, não por acaso, são base de apoio fundamental em todos os tipos de golpe.

Esse discurso precisa se alimentar de um arcabouço e uma narrativa que sintetize e unifique o interesse de todos esses grupos e ao mesmo tempo seja já conhecida, compreensível e crível.

Essa narrativa existe e é compatível com as propostas e história do Lula. É o nacional-desenvolvimentismo de Vargas, de Juscelino, de Jango, de Brizola e de parte dos militares nacionalistas. O nacional-desenvolvimentismo propõe altas taxas de crescimento, investimento pesado em tecnologia e infraestrutura, além de Estado e Funcionalismo Fortes. Essas políticas favorecem os setores mais receosos em relação a Lula.


Se Lula abraçar com credibilidade esse discurso, terá em mãos o antídoto que eliminará boa parte do isolamento e da indiferença em relação a ele nos grupos que podem desmontar os golpes vindouros antes que causem grandes danos. Essa credibilidade precisa ser conquistada por meio da atração de aliados leais que sejam historicamente ligados ao discurso e aos interesses beneficiados pelo nacional-desenvolvimentismo. Caso contrário, será visto como um discurso meramente eleitoreiro.

Se nenhum desses golpes der certo – como os planos do Cebolinha para roubar o coelhinho da Mônica – Lula tomará posse em 2019 e fará seu melhor governo até 2022, quando o Brasil terá muito que comemorar no bicentenário de nossa independência!