quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Ministro Toffoli e suas próprias contradições


Divulgando de Carta Capital...
Boa tarde povo!
Dia de Pensamento Inquieto! Continuamos com os textos anunciados na primeira postagem. Os mesmos serão divididos em várias postagens pra facilitar a leitura.
Obs.: Lembrando que temos uma novidade! Se você estiver sem tempo para ler o texto, a partir de agora disponibilizaremos um link para que você possa ouvir o texto sintetizado em MP3 (Haverá alguns sotaques visto que são sintetizadores estrangeiros)! O(s) Link(s) estará(ão) sempre entre o primeiro e o segundo parágrafo do texto postado.
Degustem!



Sociedade História
Historiador citado por Toffoli rejeita chamar ditadura de 'movimento'
por Carol Scorce — publicado 01/10/2018 18h30, última modificação 02/10/2018 07h54
Em seminário sobre Constituição de 1988, o presidente do STF afirmou que prefere chamar a ditadura civil-militar de "movimento de 1964".
Arquivo Nacional
Ele também afirma que esquerda e direita não têm as mesmas responsabilidades no processo de radicalização que levou ao golpe.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, afirmou nesta segunda-feira 1º que não usa, ao falar do período da ditadura civil-militar no Brasil, os termos "golpe" ou "revolução". "Me refiro a movimento de 1964", disse. A fala foi feita em um seminário que tratava dos 30 anos da Constituição de 1988.
Ao falar do período da ditadura militar, Toffoli mencionou o historiador Daniel Aarão Reis. Segundo o presidente do STF, sua pesquisa indicaria que tanto a esquerda quanto a direita conservadora, naquele período, tiveram a conveniência de não assumir seus erros anteriores a 1964, passando a atribuir os problemas aos militares.
Leia também:
O conceito elaborado por Toffoli nesta segunda-feira não é, no entanto, o mesmo utilizado por sua fonte. O historiador Daniel Aarão Reis, professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense, afirmou, em entrevista a CartaCapital, que chamar a ditadura militar de 'movimento de 1964' é impróprio, assim como igualar "os que lutavam por justiça social com os que queriam eternizar a injustiça social."
Carta Capital: O senhor concorda com a interpretação do ministro Dias Toffoli sobre as responsabilidades das diferentes correntes ideológicas que antecederam o golpe militar de 1964?
Daniel Reis Aarão: Ele (o ministro) cometeu um equívoco. Ele deveria ter citado uma outra estudiosa do assunto, que é a Argelina Figueiredo. Ela fala realmente disso, que a gente (historiadores) chama da doutrina dos dois demônios. Essa doutrina foi criada na Argentina, e atribuía às esquerdas e às direitas as mesmas responsabilidades.
Então seriam dois demônios que a sociedade deveria exorcizar. Essa corrente foi extremamente combatida lá (na Argentina), e está superada. Essa doutrina foi importada para o Brasil, e a Argelina Figueiredo que se incumbiu disso. Ela requentou para o Brasil. Na interpretação dela a radicalização anterior a 1964 deve ser atribuída igualmente às esquerdas e às direitas. Porque foi essa radicalização, segundo ela, que levou ao golpe.
CC: O senhor, como pesquisador, avalia como coerente essa interpretação da história?
DAR: Essa interpretação dos dois demônios eu rejeito categoricamente. Eu não nego que antes do golpe havia um processo de radicalização no Brasil. Mas parece utópico igualar camponeses que lutam pela terra a latifundiários. Me parece impróprio igualar aqueles que lutam por justiça social com os que querem eternizar a injustiça social. Me parece impróprio, em relação à conjuntura anterior a 1964, igualar os marinheiros que queriam ter o direito de voto às oligarquias que não queriam democratizar o voto.
No Brasil, antes de 64, os analfabetos, que eram mais de 50% da população, não votavam. Então, havia um movimento muito grande no Brasil antes de 64 por justiça social e democracia, e comparar esses (a esquerda) aos que recusavam a democracia me parece um procedimento vesgo, que o ministro Toffoli teve a infelicidade de atribuir a mim.
CC: É correto chamar o período da ditadura militar de movimento de 64?
DAR: Foi muito infeliz da parte dele dizer que abandona a terminologia ditadura, que expressa perfeitamente o estado de exceção que se passou no País, pra assumir um outro conceito. Vindo da parte de um juiz, presidente do STF, é uma coisa que provoca espanto. Eu estou estarrecido de ver um juiz, que deveria ser o guardião da lei, relativizando o desrespeito à lei.
CC: O senhor avalia, então, que é ruim para a história um autoridade jurídica assumir esse tipo de conceito.
DAR: Devemos lembrar, para desgraça nossa, que na época de 64, o então presidente STF, ministro Ribeiro da Costa, sem consultar seus colegas, apoiou o golpe de 64. Então o ministro Ribeiro da Costa foi cúmplice do golpe. Fato lamentável para a tradição jurídica brasileira. E é uma pena que o ministro Toffoli, de alguma maneira, recupere essa tradição triste que foi assumida pelo Ribeiro da Costa na época. Depois o Ribeiro da Costa entrou em conflito com a ditadura, mas ai já era tarde. Acho que hoje muitos estão namorando a hipótese de uma nova ditadura, e depois irão se arrepender, mas ai também será tarde.






Tecnologias da Informação e da Comunicação e outras na Educação - REA

Divulgando de ClipEscola


Recursos Educacionais Abertos: tudo o que você precisa saber
17 de agosto de 2018 | sem comentário | Categoria(s): Educação
O conhecimento está mais democrático. Ele hoje navega em nuvens de terabytes e pode ser acessado, absorvido e reconstruído com uma facilidade que o mundo analógico jamais conheceu. Emergindo desse cenário, temos os Recursos Educacionais Abertos (REA), um movimento no qual liberdade e colaboração são palavras de ordem.
Entenda tudo sobre o assunto:
Sumário
O que são Recursos Educacionais Abertos?
São considerados REA os materiais destinados ao ensino, aprendizado e pesquisa que são de domínio público ou licenciados de forma aberta, e que podem ser utilizados, modificados e divulgados.
Eles são encontrados em diversos formatos, como eBooks, softwares, áudios, vídeos, imagens, planos de aula, jogos, resenhas, entre outros, desde que a proposta esteja voltada para educação e cultura.
Todos os conteúdos educativos gratuitos são REA?
Não. Conteúdos gratuitos, muitas vezes, não oferecem a possibilidade de construção coletiva, o que é uma das premissas dos Recursos Educacionais Abertos. Para ser REA, o material precisa estar disponível não somente para o uso tal qual ele se apresenta, mas também para recombinação e redistribuição.
Por exemplo, se você baixa um eBook gratuito, mas que não pertence ao REA, você não tem autorização para modificá-lo, apenas para lê-lo. Já se você acessa qualquer material dos Recursos Educacionais Abertos, pode alterá-lo, adaptando-o à realidade da sua região ou fazendo qualquer outro tipo de modificação.
Qual a finalidade dos recursos?
Os Recursos Educacionais Abertos colocam ao acesso do público uma grande quantidade de conhecimentos em diversas áreas e permitem que cada um contribua com o aprimoramento desse saber.
Eles servem também como um meio para que a tecnologia seja inserida em sala de aula, possibilitando que professores e alunos interajam com os materiais e se tornem também autores deles, criando um espírito colaborativo.
Qual a relação do REA com a Educação Aberta?
A Educação Aberta é uma tendência no ensino que parte da ideia de que todos podem usar, melhorar e disseminar conteúdos educativos, tornando o conhecimento mais acessível. Essa metodologia surgiu em meio ao crescimento dos Recursos Educacionais Abertos ao redor do globo.
Onde encontro Recursos Educacionais Abertos?
Os materiais REA podem ser encontrados em diversos repositórios. Alguns deles são:
Como posso disseminar os materiais REA para meus alunos?
Se você é educador ou gestor escolar e quer tornar toda essa gama de conhecimentos acessível aos seus alunos, você pode fazer isso pelo canal de comunicação da escola. Basta anexar os materiais e enviar a eles.
É claro que, por se tratarem de recursos digitais, eles também só podem ser enviados por uma ferramenta digital. Caso a escola ainda use a agenda de papel, isso não será possível, pois meios físicos têm limitações.
Se a sua instituição de ensino possui a Plataforma de Comunicação ClipEscola, por exemplo, você consegue distribuir esses conteúdos para todos os alunos da escola em poucos cliques. A informação chega direto ao celular deles por meio de um aplicativo que faz parte da ferramenta. Saiba mais sobre ela aqui.
Leia mais
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A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.