Divulgando...
[12:06, 5/11/2017] +55 61 8183-0934: Vamos vencê-los irmão não só no campo político más no ideológico também! Temos que escrever e não só divulgar ideias boas de outros!
[12:06, 5/11/2017] +55 61 8183-0934: Infelizmente, como Nação, temos isso pra nos envergonhar...
[12:06, 5/11/2017] +55 61 8183-0934: Mas também temos que nos perguntar: como, uma Nação que produziu LULA produz uma ABERRAÇÃO como esta? Será uma questão geográfica? O Nordeste produz melhores frutos?
[12:06, 5/11/2017] +55 61 8183-0934: Mesmo eu sendo preconceituoso...
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domingo, 5 de novembro de 2017
Ser analfabeto histórico não basta...tem que demonstrar que é midiota otário!!!
Divulgando...
[19:51, 4/11/2017] EVANDIR: Ser analfabeto histórico não basta...tem que demonstrar que é midiota otário!!!
[19:52, 4/11/2017] EVANDIR: Será que teremos argumentos assim na redação amanhã??
[19:51, 4/11/2017] EVANDIR: Ser analfabeto histórico não basta...tem que demonstrar que é midiota otário!!!
[19:52, 4/11/2017] EVANDIR: Será que teremos argumentos assim na redação amanhã??
Mais uma vez o instigante Josué
Divulgando...
O problema do Brasil é o ódio ao pobre
EDIÇÃO - 122 | BRASIL
por Jessé Souza
agosto 31, 2017
As noções de patrimonialismo e populismo são as ideias-guia que permitem à elite arregimentar a classe média. Elas, afinal, são as guardiãs da “distância social” em relação aos pobres, que é a pedra de toque da aliança antipopular construída no Brasil para preservar o privilégio, acesso aos capitais econômico e cultural, de 20% contra os 80% de excluídos
ODIO_AOS_POBRES
Este artigo é o resumo parcial de um fio condutor que percorre meu último livro, lançado em setembro pela editora Leya com o título A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Na publicação, busco enfrentar o desafio ambicioso de formular uma gênese histórica alternativa à narrativa hoje dominante, seja na direita, seja na esquerda do espectro político, da sociedade brasileira contemporânea. Como já defendi em outras obras,1 minha tese é a de que o liberalismo conservador é a narrativa oficial do Brasil moderno, inclusive para a esquerda colonizada intelectualmente pela direita. Os pais fundadores dessa leitura são Sérgio Buarque e Raymundo Faoro. A partir da entronização desses autores como referência universitária para a formação de todas as elites e, como consequência dessa consagração, também de tudo que a grande imprensa diz sobre o país, passa a existir um grande consenso inarticulado e pré-reflexivo que contamina praticamente tudo que se formule sobre o país no nível mais explícito dos argumentos.
É necessário quebrar a hegemonia dessas ideias arcaicas e conservadoras para que a teoria e a prática política brasileira possam mudar de modo efetivo. A histeria acerca da corrupção política, por exemplo, identificada pela população e pela imprensa como o maior problema nacional, advém do domínio dessas ideias. A identificação de uma suposta elite todo-poderosa no Estado, e não no mercado, suprema tolice que possibilita a virtual invisibilidade da ação predatória dos oligopólios e da intermediação financeira, também é fruto dessa hegemonia. De resto, toda a cantilena da corrupção como herança cultural portuguesa, do advento de um patrimonialismo pré-moderno cujo racismo implícito já critiquei,2 serve para que supostas “heranças culturais” pensadas como “heranças de sangue” fiquem no lugar de uma análise científica dos conflitos sociais e da gênese da desigualdade social. A tese dominante do patrimonialismo, como leitura hegemônica sobre a sociedade brasileira, foi a responsável por tomar a corrupção política como aspecto central e a desigualdade social como questão secundária. É essa inversão absurda de perspectiva e de prioridade que o livro pretende corrigir.
Essa tese do patrimonialismo ocupa o lugar da centralidade da escravidão entre nós e representa uma estratégia de tornar invisível a própria herança desta. Embora no livro eu reconstrua a escravidão e seus efeitos desde o Brasil Colônia, aqui a limitação de espaço me obriga a inquirir acerca de sua feição mais moderna. Como se constrói, no século XX, uma sociedade que reproduz todas as iniquidades do ódio, humilhação e desprezo contra os mais frágeis que caracterizam a escravidão?
Minha tese é que isso foi realizado como programa político conduzido conscientemente pela elite econômica, em primeiro lugar a elite paulistana, como forma de assegurar para si a condução ideológica da sociedade e limitar a ação política dos setores populares mesmo em um contexto de sufrágio universal. A astúcia da elite foi perceber, já no início do século XX, quando uma classe média começa a despontar de modo incipiente nas grandes cidades brasileiras, que, se os pobres poderiam ser oprimidos pelo cassetete e pelo fuzil dos policiais, a classe média exigia uma estratégia alternativa. Ao contrário da violência material, aplicada indiscriminadamente contra os pobres, contra a classe média a violência teria de ser “simbólica” para produzir cooptação e “convencimento”.
A perda do poder político para Getúlio Vargas vai ser o ponto de inflexão dessa estratégia. Nesse momento, a elite econômica paulistana vai procurar se utilizar de seu “poder material” para construir as bases do seu “poder simbólico”. A ideia-guia foi construir uma hegemonia ideológica como forma tanto de reconquistar o poder político como de limitar o poder dos eventuais inimigos de classe alçados ao controle do Estado.
A classe média não é uma classe necessariamente conservadora. Também não é uma classe homogênea. O Movimento Tenentista, conhecido como o primeiro movimento político comandado pelos “setores médios” no Brasil, revela bem essas características. Ainda que tenha sido protagonizado por oficiais militares de baixa e média patente (daí o nome “tenentismo”) a partir dos anos 1920, o movimento refletia já a nova sociedade mais urbana e moderna que se criava. A parte rebelde da instituição militar era uma expressão desses novos anseios.
A oposição ao pacto conservador da República Velha, com suas eleições fraudadas e restritas, era o ponto de união entre os tenentistas. Dentro do movimento, no entanto, conviviam desde as demandas liberais por voto secreto e por maior liberdade de imprensa até o desejo de um Estado forte como meio de se contrapor ao mandonismo rural. Parte do grupo se radicalizou politicamente na Coluna Prestes, cujo líder, Carlos Prestes, seria o fundador do partido comunista brasileiro. Parte do grupo se alinhou desde a Revolução de 1930 com Getúlio Vargas, enquanto outra parte exerceu ferrenha oposição a ele todo o tempo. O nosso primeiro movimento político com claro suporte e apoio da classe média já mostra a extraordinária multiplicidade de posições políticas que essa classe pode abrigar.
Quando Sérgio Buarque elegia o “patrimonialismo” das elites que habitam o Estado como o grande problema nacional, ele não estava dando vida, portanto, a nenhum sentimento novo. A “corrupção do Estado” era uma das bandeiras centrais do tenentismo. Poder-se-ia, por exemplo, perceber a corrupção do Estado como efeito da captura deste pela própria elite econômica que o usa para defender e aprofundar seus privilégios. Isso teria levado a uma conscientização coletiva dos desmandos de uma elite apenas interessada na perpetuação de seus privilégios.
Não foi essa a interpretação que prevaleceu. A elite do dinheiro paulista, que havia perdido o poder político, ainda que mantido o econômico, agiu de modo astucioso, calculado e planejado. Percebeu claramente os sinais do novo tempo. A truculência do “voto de cabresto” estava com os dias contados. No lugar da “violência física” deveria entrar a “violência simbólica” como meio de garantir a sobrevivência e a longevidade dos proprietários e seus privilégios.
Com o Estado na mão dos inimigos, a elite do dinheiro paulistana descobre a “esfera pública” como arma. Se não se controla mais a sociedade com a farsa eleitoral acompanhada da truculência e da violência física, a nova forma de controle oligárquico tem de assumir novas vestes para se preservar. O domínio da “opinião pública” parece ser a arma adequada contra inimigos também poderosos. O que estava em jogo aqui era a captura agora intelectual e simbólica da classe média letrada pela elite do dinheiro, formando a “aliança de classe dominante” que marcaria o Brasil daí em diante.
Como se construiu esse projeto no alvorecer do século XX?
A USP, a universidade do estado de São Paulo, foi criada por essa mesma elite desbancada do poder político e pensada como a base simbólica, uma espécie de think tank gigantesco do liberalismo brasileiro a partir de então, desse projeto bem urdido de contrapor a força das ideias generalizadas na sociedade contra o poder estatal, desde que este seja ocupado pelo inimigo político, à época representado por Getúlio Vargas.
Sérgio Buarque é menos o criador e mais o sistematizador mais convincente do moralismo “vira-lata” que irá valer, a partir de então, como versão oficial pseudocrítica do país acerca de si mesmo. Como o “Estado corrupto” passa a ser identificado como o mal maior da nação, a elite do dinheiro ganha uma espécie de “carta na manga” que pode ser usada sempre que a “soberania popular” ponha no governo, inadvertidamente, alguém contrário aos interesses do poder econômico.
Com base nesse eixo intelectual eivado de prestígio, essa concepção se torna dominante no país inteiro. Toda a vida intelectual e letrada vai respirar os novos ares. Isso não significa obviamente dizer que a USP não tenha produzido coisa distinta do liberalismo conservador das elites. Florestan Fernandes e sua atenção aos conflitos sociais realmente fundamentais provam o contrário. Existe uma tradição nesse sentido também por lá. Mas essa tendência é menos poderosa que a versão dominante, posto que sem a network com as editoras, as agências de financiamento, a grande imprensa e seus mecanismos de consagração; além de ela própria ter assimilado aspectos importantes da tradição conservadora elitista como a aceitação implícita ou explícita da tese do patrimonialismo.
Desde essa época o “liberalismo conservador”, baseado no falso moralismo da “higiene moral” da nação, vai ser a pedra de toque da arregimentação da classe média. Isso não significa dizer que o moralismo não tenha eco também nas outras classes. Em alguma medida esse discurso nos toca a todos. Mas na classe média ele está em “casa”. É que as classes sociais estão sempre disputando não apenas bens materiais e salários, mas também prestígio e reconhecimento, ou em uma palavra: legitimação do próprio comportamento e da própria vida.
As classes superiores, que monopolizam capital econômico e cultural, têm de justificar, portanto, seus privilégios. O capital econômico se legitima com o “empreendedorismo” de quem “dá emprego” e ergue impérios, e com o suposto bom gosto inato de seu estilo de vida, como se a posse do dinheiro fosse mero detalhe sem importância.
A legitimação dos privilégios da classe média é distinta. Como seu privilégio é invisível pela reprodução da socialização familiar que esconde seu trabalho prévio de “formar vencedores”, ela é a classe por excelência da meritocracia e da superioridade moral. Estas servem para distingui-la e para justificar seus privilégios em relação tanto aos pobres como aos ricos. É que, se os pobres são desprezados, os ricos são invejados. Existe uma ambiguidade nesse sentimento, em relação aos ricos, que vincula admiração e ressentimento.
A suposta superioridade moral da classe média dá à sua clientela tudo aquilo que ela mais deseja: o sentimento de representar o melhor da sociedade. Não só é a classe que “merece” o que tem por esforço próprio, conforto que a falsa ideia da meritocracia propicia, mas também a classe que tem algo que ninguém tem, nem os ricos, que é a certeza de sua “perfeição moral”.
Como na imensa maioria dos casos não possui os meios para se envolver nas grandes negociatas que manipulam milhões, a classe média não tem sequer, na prática, o dilema moral de se deixar ou não corromper. Como justificação e legitimação da própria vida, o esquema moralista é, portanto, perfeito. Em relação aos poderosos, a classe média pode se ver sempre como “virgem imaculada” e moralmente perfeita.
A elite do dinheiro soube muito bem aproveitar as necessidades de justificação e de autojustificação dos setores médios. “Comprou” uma inteligência para formular uma “teoria liberal moralista” feita com precisão de alfaiate para as necessidades do público que queria arregimentar e controlar. Esse tipo de “compra” da elite intelectual pela elite do dinheiro não se dá apenas nem principalmente com dinheiro. São os “mecanismos de consagração” de um autor e de uma ideia seguindo, aparentemente, todas as regras específicas do campo científico.
Mas a quem pertencem os jornais, as editoras e os bancos e empresas que financiam os prêmios científicos? Desse modo, sem parecer “compra”, o expediente é muito mais bem-sucedido. Depois, usou sua posição de proprietária dos meios de produção material para se apropriar dos meios simbólicos de produção e reprodução da sociedade. É aqui que entra a relação que existe até hoje entre imprensa, universidade, editoras e capital econômico.
Todo o discurso elitista e conservador do liberalismo brasileiro está contido em duas noções que foram desenvolvidas na USP – a universidade criada pela elite antiestatal paulistana – e depois ganharam o Brasil: as ideias de “patrimonialismo” e de “populismo”.
Se o patrimonialismo torna invisível a base real do poder social ao estigmatizar o Estado e seus ocupantes sempre que as eleições ponham alguém não palatável pela elite da rapina econômica na disputa eleitoral, o populismo estigmatiza qualquer pretensão popular.
A noção de “populismo”, atrelada a qualquer política de interesse dos mais pobres, serve para mitigar a importância da soberania popular como critério fundamental de qualquer sociedade democrática. Afinal, como os pobres, coitadinhos, não têm mesmo nenhuma consciência política, a soberania popular e sua validade podem ser sempre, em graus variados, postas em questão.
O “voto inconsciente” corromperia a validade do princípio democrático por dentro. A proliferação dessa ideia na “esfera pública” por meio da sua “respeitabilidade científica” e depois pelo aparato legitimador midiático, que o repercute todos os dias de modos variados, é impressionante. Os best-sellers da ciência política conservadora comprovam a eficácia dessa balela.3
As noções de patrimonialismo e de populismo, distribuídas em pílulas pelo veneno midiático diariamente, são as ideias-guia que permitem à elite arregimentar a classe média como sua “tropa de choque” sempre que necessário. Elas, afinal, são as guardiãs da “distância social” em relação aos pobres, que é a pedra de toque da aliança antipopular construída no Brasil para preservar o privilégio, acesso aos capitais econômico e cultural, de 20% contra os 80% de excluídos em alguma medida significativa.
O segundo ponto da justificação da classe média para baixo, em relação às classes populares, é o ponto mais interessante e que a transforma definitivamente na marionete perfeita da elite do dinheiro. A classe média brasileira possui um ódio e um desprezo pelo “povo” cevados secularmente. Essa é talvez nossa maior herança intocada da escravidão, nunca verdadeiramente compreendida e criticada entre nós. Para que se possa odiar o pobre e humilhá-lo, tem-se de construí-lo como culpado de sua própria (falta de) sorte e ainda torná-lo perigoso e ameaçador. Se possível, deve-se humilhá-lo, enganá-lo, desumanizá-lo, maltratá-lo e matá-lo cotidianamente. Era isso que se fazia com o escravo e é exatamente a mesma coisa que se faz com a “ralé de novos escravos” hoje em dia. Transformava-se o trabalho manual e produtivo em vergonha suprema, como “coisa de preto”, e depois se espantava que o negro não enfrentasse o trabalho produtivo com a mesma naturalidade que os imigrantes estrangeiros, para quem o trabalho era símbolo de dignidade. Dificultava-se de todas as formas a formação da família escrava, e nos espantamos com as famílias desestruturadas dos nossos excluídos de hoje, mera continuidade de um ativismo perverso para desumanizar os escravos de ontem e de hoje.
Os escravos foram sistematicamente enganados, compravam a alforria nas minas e eram escravizados novamente e vendidos para outras regiões, eram brutalizados, assassinados covardemente. A matança continua também agora, com os novos escravos de todas as cores. O Brasil tem mais assassinatos – de pobres – que qualquer outro país do mundo. São 60 mil pobres assassinados por ano no Brasil. Existe uma guerra de classes hoje declarada e aberta. Construiu-se toda uma percepção negativa dos escravos e dos seus descendentes como feios, fedorentos, incapazes, perigosos e preguiçosos, isso tudo de forma irônica, povoando o cotidiano com ditos e piadas preconceituosas, e hoje muitos se comprazem em ver a profecia realizada. Não se entende a miséria permanente e secular dos nossos excluídos sociais sem esse ativismo social e político covarde e perverso de nossas classes “superiores”.
O ódio secular às classes populares parece-me a mais brasileira de todas as nossas singularidades sociais. Como os preconceitos são sociais, e não individuais, como somos inclinados a pensar, todas as classes superiores no Brasil partilham desse preconceito. Ainda que, mais uma vez, ele esteja verdadeiramente “em casa” na classe média. Ainda que a classe média seja muito heterogênea, toda ela, sem exceção, inclusive o autor que aqui escreve, é portadora em maior ou menor grau desse tipo de preconceito. De alguma maneira “nascemos” com ele, o introjetamos e o incorporamos, seja de modo inconsciente e pré-reflexivo, seja de modo refletido e consciente, como ódio aberto. Mesmo quem critica os preconceitos os têm dentro de si, como qualquer outra pessoa criada no mesmo ambiente social. O que nos diferencia é a vigilância em relação a eles e a tentativa de criticá-los de modo refletido em alguns, e não em outros. Mas todos nós somos suas vítimas.
*Jessé Souza é sociólogo e autor, entre outros livros, de A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato (Leya, 2017), lançado em setembro e do qual este artigo foi extraído.
[Publicado na edição 122 do Le Monde Diplomatique Brasil – setembro 2017]
O problema do Brasil é o ódio ao pobre
EDIÇÃO - 122 | BRASIL
por Jessé Souza
agosto 31, 2017
As noções de patrimonialismo e populismo são as ideias-guia que permitem à elite arregimentar a classe média. Elas, afinal, são as guardiãs da “distância social” em relação aos pobres, que é a pedra de toque da aliança antipopular construída no Brasil para preservar o privilégio, acesso aos capitais econômico e cultural, de 20% contra os 80% de excluídos
ODIO_AOS_POBRES
Este artigo é o resumo parcial de um fio condutor que percorre meu último livro, lançado em setembro pela editora Leya com o título A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Na publicação, busco enfrentar o desafio ambicioso de formular uma gênese histórica alternativa à narrativa hoje dominante, seja na direita, seja na esquerda do espectro político, da sociedade brasileira contemporânea. Como já defendi em outras obras,1 minha tese é a de que o liberalismo conservador é a narrativa oficial do Brasil moderno, inclusive para a esquerda colonizada intelectualmente pela direita. Os pais fundadores dessa leitura são Sérgio Buarque e Raymundo Faoro. A partir da entronização desses autores como referência universitária para a formação de todas as elites e, como consequência dessa consagração, também de tudo que a grande imprensa diz sobre o país, passa a existir um grande consenso inarticulado e pré-reflexivo que contamina praticamente tudo que se formule sobre o país no nível mais explícito dos argumentos.
É necessário quebrar a hegemonia dessas ideias arcaicas e conservadoras para que a teoria e a prática política brasileira possam mudar de modo efetivo. A histeria acerca da corrupção política, por exemplo, identificada pela população e pela imprensa como o maior problema nacional, advém do domínio dessas ideias. A identificação de uma suposta elite todo-poderosa no Estado, e não no mercado, suprema tolice que possibilita a virtual invisibilidade da ação predatória dos oligopólios e da intermediação financeira, também é fruto dessa hegemonia. De resto, toda a cantilena da corrupção como herança cultural portuguesa, do advento de um patrimonialismo pré-moderno cujo racismo implícito já critiquei,2 serve para que supostas “heranças culturais” pensadas como “heranças de sangue” fiquem no lugar de uma análise científica dos conflitos sociais e da gênese da desigualdade social. A tese dominante do patrimonialismo, como leitura hegemônica sobre a sociedade brasileira, foi a responsável por tomar a corrupção política como aspecto central e a desigualdade social como questão secundária. É essa inversão absurda de perspectiva e de prioridade que o livro pretende corrigir.
Essa tese do patrimonialismo ocupa o lugar da centralidade da escravidão entre nós e representa uma estratégia de tornar invisível a própria herança desta. Embora no livro eu reconstrua a escravidão e seus efeitos desde o Brasil Colônia, aqui a limitação de espaço me obriga a inquirir acerca de sua feição mais moderna. Como se constrói, no século XX, uma sociedade que reproduz todas as iniquidades do ódio, humilhação e desprezo contra os mais frágeis que caracterizam a escravidão?
Minha tese é que isso foi realizado como programa político conduzido conscientemente pela elite econômica, em primeiro lugar a elite paulistana, como forma de assegurar para si a condução ideológica da sociedade e limitar a ação política dos setores populares mesmo em um contexto de sufrágio universal. A astúcia da elite foi perceber, já no início do século XX, quando uma classe média começa a despontar de modo incipiente nas grandes cidades brasileiras, que, se os pobres poderiam ser oprimidos pelo cassetete e pelo fuzil dos policiais, a classe média exigia uma estratégia alternativa. Ao contrário da violência material, aplicada indiscriminadamente contra os pobres, contra a classe média a violência teria de ser “simbólica” para produzir cooptação e “convencimento”.
A perda do poder político para Getúlio Vargas vai ser o ponto de inflexão dessa estratégia. Nesse momento, a elite econômica paulistana vai procurar se utilizar de seu “poder material” para construir as bases do seu “poder simbólico”. A ideia-guia foi construir uma hegemonia ideológica como forma tanto de reconquistar o poder político como de limitar o poder dos eventuais inimigos de classe alçados ao controle do Estado.
A classe média não é uma classe necessariamente conservadora. Também não é uma classe homogênea. O Movimento Tenentista, conhecido como o primeiro movimento político comandado pelos “setores médios” no Brasil, revela bem essas características. Ainda que tenha sido protagonizado por oficiais militares de baixa e média patente (daí o nome “tenentismo”) a partir dos anos 1920, o movimento refletia já a nova sociedade mais urbana e moderna que se criava. A parte rebelde da instituição militar era uma expressão desses novos anseios.
A oposição ao pacto conservador da República Velha, com suas eleições fraudadas e restritas, era o ponto de união entre os tenentistas. Dentro do movimento, no entanto, conviviam desde as demandas liberais por voto secreto e por maior liberdade de imprensa até o desejo de um Estado forte como meio de se contrapor ao mandonismo rural. Parte do grupo se radicalizou politicamente na Coluna Prestes, cujo líder, Carlos Prestes, seria o fundador do partido comunista brasileiro. Parte do grupo se alinhou desde a Revolução de 1930 com Getúlio Vargas, enquanto outra parte exerceu ferrenha oposição a ele todo o tempo. O nosso primeiro movimento político com claro suporte e apoio da classe média já mostra a extraordinária multiplicidade de posições políticas que essa classe pode abrigar.
Quando Sérgio Buarque elegia o “patrimonialismo” das elites que habitam o Estado como o grande problema nacional, ele não estava dando vida, portanto, a nenhum sentimento novo. A “corrupção do Estado” era uma das bandeiras centrais do tenentismo. Poder-se-ia, por exemplo, perceber a corrupção do Estado como efeito da captura deste pela própria elite econômica que o usa para defender e aprofundar seus privilégios. Isso teria levado a uma conscientização coletiva dos desmandos de uma elite apenas interessada na perpetuação de seus privilégios.
Não foi essa a interpretação que prevaleceu. A elite do dinheiro paulista, que havia perdido o poder político, ainda que mantido o econômico, agiu de modo astucioso, calculado e planejado. Percebeu claramente os sinais do novo tempo. A truculência do “voto de cabresto” estava com os dias contados. No lugar da “violência física” deveria entrar a “violência simbólica” como meio de garantir a sobrevivência e a longevidade dos proprietários e seus privilégios.
Com o Estado na mão dos inimigos, a elite do dinheiro paulistana descobre a “esfera pública” como arma. Se não se controla mais a sociedade com a farsa eleitoral acompanhada da truculência e da violência física, a nova forma de controle oligárquico tem de assumir novas vestes para se preservar. O domínio da “opinião pública” parece ser a arma adequada contra inimigos também poderosos. O que estava em jogo aqui era a captura agora intelectual e simbólica da classe média letrada pela elite do dinheiro, formando a “aliança de classe dominante” que marcaria o Brasil daí em diante.
Como se construiu esse projeto no alvorecer do século XX?
A USP, a universidade do estado de São Paulo, foi criada por essa mesma elite desbancada do poder político e pensada como a base simbólica, uma espécie de think tank gigantesco do liberalismo brasileiro a partir de então, desse projeto bem urdido de contrapor a força das ideias generalizadas na sociedade contra o poder estatal, desde que este seja ocupado pelo inimigo político, à época representado por Getúlio Vargas.
Sérgio Buarque é menos o criador e mais o sistematizador mais convincente do moralismo “vira-lata” que irá valer, a partir de então, como versão oficial pseudocrítica do país acerca de si mesmo. Como o “Estado corrupto” passa a ser identificado como o mal maior da nação, a elite do dinheiro ganha uma espécie de “carta na manga” que pode ser usada sempre que a “soberania popular” ponha no governo, inadvertidamente, alguém contrário aos interesses do poder econômico.
Com base nesse eixo intelectual eivado de prestígio, essa concepção se torna dominante no país inteiro. Toda a vida intelectual e letrada vai respirar os novos ares. Isso não significa obviamente dizer que a USP não tenha produzido coisa distinta do liberalismo conservador das elites. Florestan Fernandes e sua atenção aos conflitos sociais realmente fundamentais provam o contrário. Existe uma tradição nesse sentido também por lá. Mas essa tendência é menos poderosa que a versão dominante, posto que sem a network com as editoras, as agências de financiamento, a grande imprensa e seus mecanismos de consagração; além de ela própria ter assimilado aspectos importantes da tradição conservadora elitista como a aceitação implícita ou explícita da tese do patrimonialismo.
Desde essa época o “liberalismo conservador”, baseado no falso moralismo da “higiene moral” da nação, vai ser a pedra de toque da arregimentação da classe média. Isso não significa dizer que o moralismo não tenha eco também nas outras classes. Em alguma medida esse discurso nos toca a todos. Mas na classe média ele está em “casa”. É que as classes sociais estão sempre disputando não apenas bens materiais e salários, mas também prestígio e reconhecimento, ou em uma palavra: legitimação do próprio comportamento e da própria vida.
As classes superiores, que monopolizam capital econômico e cultural, têm de justificar, portanto, seus privilégios. O capital econômico se legitima com o “empreendedorismo” de quem “dá emprego” e ergue impérios, e com o suposto bom gosto inato de seu estilo de vida, como se a posse do dinheiro fosse mero detalhe sem importância.
A legitimação dos privilégios da classe média é distinta. Como seu privilégio é invisível pela reprodução da socialização familiar que esconde seu trabalho prévio de “formar vencedores”, ela é a classe por excelência da meritocracia e da superioridade moral. Estas servem para distingui-la e para justificar seus privilégios em relação tanto aos pobres como aos ricos. É que, se os pobres são desprezados, os ricos são invejados. Existe uma ambiguidade nesse sentimento, em relação aos ricos, que vincula admiração e ressentimento.
A suposta superioridade moral da classe média dá à sua clientela tudo aquilo que ela mais deseja: o sentimento de representar o melhor da sociedade. Não só é a classe que “merece” o que tem por esforço próprio, conforto que a falsa ideia da meritocracia propicia, mas também a classe que tem algo que ninguém tem, nem os ricos, que é a certeza de sua “perfeição moral”.
Como na imensa maioria dos casos não possui os meios para se envolver nas grandes negociatas que manipulam milhões, a classe média não tem sequer, na prática, o dilema moral de se deixar ou não corromper. Como justificação e legitimação da própria vida, o esquema moralista é, portanto, perfeito. Em relação aos poderosos, a classe média pode se ver sempre como “virgem imaculada” e moralmente perfeita.
A elite do dinheiro soube muito bem aproveitar as necessidades de justificação e de autojustificação dos setores médios. “Comprou” uma inteligência para formular uma “teoria liberal moralista” feita com precisão de alfaiate para as necessidades do público que queria arregimentar e controlar. Esse tipo de “compra” da elite intelectual pela elite do dinheiro não se dá apenas nem principalmente com dinheiro. São os “mecanismos de consagração” de um autor e de uma ideia seguindo, aparentemente, todas as regras específicas do campo científico.
Mas a quem pertencem os jornais, as editoras e os bancos e empresas que financiam os prêmios científicos? Desse modo, sem parecer “compra”, o expediente é muito mais bem-sucedido. Depois, usou sua posição de proprietária dos meios de produção material para se apropriar dos meios simbólicos de produção e reprodução da sociedade. É aqui que entra a relação que existe até hoje entre imprensa, universidade, editoras e capital econômico.
Todo o discurso elitista e conservador do liberalismo brasileiro está contido em duas noções que foram desenvolvidas na USP – a universidade criada pela elite antiestatal paulistana – e depois ganharam o Brasil: as ideias de “patrimonialismo” e de “populismo”.
Se o patrimonialismo torna invisível a base real do poder social ao estigmatizar o Estado e seus ocupantes sempre que as eleições ponham alguém não palatável pela elite da rapina econômica na disputa eleitoral, o populismo estigmatiza qualquer pretensão popular.
A noção de “populismo”, atrelada a qualquer política de interesse dos mais pobres, serve para mitigar a importância da soberania popular como critério fundamental de qualquer sociedade democrática. Afinal, como os pobres, coitadinhos, não têm mesmo nenhuma consciência política, a soberania popular e sua validade podem ser sempre, em graus variados, postas em questão.
O “voto inconsciente” corromperia a validade do princípio democrático por dentro. A proliferação dessa ideia na “esfera pública” por meio da sua “respeitabilidade científica” e depois pelo aparato legitimador midiático, que o repercute todos os dias de modos variados, é impressionante. Os best-sellers da ciência política conservadora comprovam a eficácia dessa balela.3
As noções de patrimonialismo e de populismo, distribuídas em pílulas pelo veneno midiático diariamente, são as ideias-guia que permitem à elite arregimentar a classe média como sua “tropa de choque” sempre que necessário. Elas, afinal, são as guardiãs da “distância social” em relação aos pobres, que é a pedra de toque da aliança antipopular construída no Brasil para preservar o privilégio, acesso aos capitais econômico e cultural, de 20% contra os 80% de excluídos em alguma medida significativa.
O segundo ponto da justificação da classe média para baixo, em relação às classes populares, é o ponto mais interessante e que a transforma definitivamente na marionete perfeita da elite do dinheiro. A classe média brasileira possui um ódio e um desprezo pelo “povo” cevados secularmente. Essa é talvez nossa maior herança intocada da escravidão, nunca verdadeiramente compreendida e criticada entre nós. Para que se possa odiar o pobre e humilhá-lo, tem-se de construí-lo como culpado de sua própria (falta de) sorte e ainda torná-lo perigoso e ameaçador. Se possível, deve-se humilhá-lo, enganá-lo, desumanizá-lo, maltratá-lo e matá-lo cotidianamente. Era isso que se fazia com o escravo e é exatamente a mesma coisa que se faz com a “ralé de novos escravos” hoje em dia. Transformava-se o trabalho manual e produtivo em vergonha suprema, como “coisa de preto”, e depois se espantava que o negro não enfrentasse o trabalho produtivo com a mesma naturalidade que os imigrantes estrangeiros, para quem o trabalho era símbolo de dignidade. Dificultava-se de todas as formas a formação da família escrava, e nos espantamos com as famílias desestruturadas dos nossos excluídos de hoje, mera continuidade de um ativismo perverso para desumanizar os escravos de ontem e de hoje.
Os escravos foram sistematicamente enganados, compravam a alforria nas minas e eram escravizados novamente e vendidos para outras regiões, eram brutalizados, assassinados covardemente. A matança continua também agora, com os novos escravos de todas as cores. O Brasil tem mais assassinatos – de pobres – que qualquer outro país do mundo. São 60 mil pobres assassinados por ano no Brasil. Existe uma guerra de classes hoje declarada e aberta. Construiu-se toda uma percepção negativa dos escravos e dos seus descendentes como feios, fedorentos, incapazes, perigosos e preguiçosos, isso tudo de forma irônica, povoando o cotidiano com ditos e piadas preconceituosas, e hoje muitos se comprazem em ver a profecia realizada. Não se entende a miséria permanente e secular dos nossos excluídos sociais sem esse ativismo social e político covarde e perverso de nossas classes “superiores”.
O ódio secular às classes populares parece-me a mais brasileira de todas as nossas singularidades sociais. Como os preconceitos são sociais, e não individuais, como somos inclinados a pensar, todas as classes superiores no Brasil partilham desse preconceito. Ainda que, mais uma vez, ele esteja verdadeiramente “em casa” na classe média. Ainda que a classe média seja muito heterogênea, toda ela, sem exceção, inclusive o autor que aqui escreve, é portadora em maior ou menor grau desse tipo de preconceito. De alguma maneira “nascemos” com ele, o introjetamos e o incorporamos, seja de modo inconsciente e pré-reflexivo, seja de modo refletido e consciente, como ódio aberto. Mesmo quem critica os preconceitos os têm dentro de si, como qualquer outra pessoa criada no mesmo ambiente social. O que nos diferencia é a vigilância em relação a eles e a tentativa de criticá-los de modo refletido em alguns, e não em outros. Mas todos nós somos suas vítimas.
*Jessé Souza é sociólogo e autor, entre outros livros, de A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato (Leya, 2017), lançado em setembro e do qual este artigo foi extraído.
[Publicado na edição 122 do Le Monde Diplomatique Brasil – setembro 2017]
A idiotice das nossas elites
Divulgando...
Gente querida, queremos compartilhar uma bela notícia é uma grande alegria com todos vcs!
O Acervo de Paulo Freire já possui reconhecimento do Conarq e do Programa Memória do Mundo da UNESCO em nível nacional e latino-americano.
Acabamos de receber a notícia de que foi reconhecido também como patrimônio da humanidade!
Ganhamos o prêmio em nível internacional! No momento em que desejam tirar o título de patrono da educação brasileira, sua obra é reconhecida como patrimônio da humanidade!
O patrimônio documental do Arquivo Paulo freire foi aprovado no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.
O programa Memória do Mundo equivale ao prêmio de Patrimônio Histórico da Humanidade, só que para documentos. A escolha é feita a cada dois anos. Os países submetem seus acervos.
https://en.unesco.org/news/international-advisory-committee-recommends-78-new-nominations-unesco-memory-world
https://en.unesco.org/programme/mow/register-2016-2017
Um abraço 🤗 a todos e todas
Gente querida, queremos compartilhar uma bela notícia é uma grande alegria com todos vcs!
O Acervo de Paulo Freire já possui reconhecimento do Conarq e do Programa Memória do Mundo da UNESCO em nível nacional e latino-americano.
Acabamos de receber a notícia de que foi reconhecido também como patrimônio da humanidade!
Ganhamos o prêmio em nível internacional! No momento em que desejam tirar o título de patrono da educação brasileira, sua obra é reconhecida como patrimônio da humanidade!
O patrimônio documental do Arquivo Paulo freire foi aprovado no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.
O programa Memória do Mundo equivale ao prêmio de Patrimônio Histórico da Humanidade, só que para documentos. A escolha é feita a cada dois anos. Os países submetem seus acervos.
https://en.unesco.org/news/international-advisory-committee-recommends-78-new-nominations-unesco-memory-world
https://en.unesco.org/programme/mow/register-2016-2017
Um abraço 🤗 a todos e todas
O Poder Não Considerado dos Oprimidos
Divulgando...
Coluna | Só os sem-terra e sem-teto salvam o Brasil; por Xico Sá https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/03/opinion/1509706065_184302.html?id_externo_rsoc=whatsapp
Coluna | Só os sem-terra e sem-teto salvam o Brasil; por Xico Sá https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/03/opinion/1509706065_184302.html?id_externo_rsoc=whatsapp
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Você sabe quem é LULA?
Divulgando...
E QUE NINGUÉM NUNCA MAIS
DUVIDE
Por Julian Rodrigues
Lula não é Lula. Lula é
produto da inteligência, da generosidade, e da luta de milhões de brasileiros e
brasileiras desse país em todo o século 20. Lula é cada comunista, cada
feminista, todos socialistas, cada sindicalista, cada um dos trabalhistas, cada
líder estudantil, cada um dos camponeses e camponesas que tombam, tombaram e
tombarão lutando por um pedaço de chão para plantar. Lula é cada engraxate,
cada operário, cada nordestino, cada retirante, cada uma das empregadas
domésticas, das negras aviltadas, das mulheres estupradas, das crianças
abusadas desse país. Lula é Astrogildo Pereira, Pagu, Prestes, João Amazonas.
Lula é Marighella, é Drummond, é Olga Benário, é Minervino de Oiveira. Lula é
Stuart Angel, é Henfil, é Osvaldão, é Lamarca, é Herzog, é Pedro Pomar, é
Brizola. Lula é Arraes, é Pernambuco, é nordeste, é Ariano Suassuna, é Chico
Mendes, é floresta. Lula é peão, é líder, é coração, é carisma, é contradição,
é liderança, é compromisso, é solidariedade. Lula é Zumbi, é quilombo, é
África, é José do Patrocínio, é Lima Barreto, é Abdias do Nascimento. Lula é
Iara Iavelberg, é Heleieth Saffioti, é Nísia Floresta. Lula é Leila Diniz. Lula
é João Antonio Mascarenhas, Herbert Daniel, Cazuza, Renato Russo. Lula é Caio
Prado, Celso Furtado, Sérgio Buarque, Darcy Ribeiro. Lula é Florestan
Fernandes. E é CUT e é sindicato e é luta, e conflito, e negociação, e
conciliação. Lula é política social, é universidade pública, é cota, é
participação popular. Lula é do tamanho do Brasil e do mundo.
Lula é o que melhor o
movimento das massas trabalhadoras em luta por justiça e igualdade forjou na
história do Brasil.
E que ninguém - nunca mais -
duvide da capacidade de luta da classe trabalhadora.
Um mundo sem perspectivas?
Divulgando...
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/atirador-de-goiania-se-referia-bolsonaro-como-futuro-presidente-diz-revista/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/atirador-de-goiania-se-referia-bolsonaro-como-futuro-presidente-diz-revista/
As ideias que atiraram nos
colegas de Goiânia...tem nome! Tem História! Tem simbolismo! Significam...
Hipócritas não chorai...
São consequências...
Ninguém defende estes ideais
do Nazismo ...ninguém é simpatizante destes escrotos nazifascistas Trump e esta
"repugnância brasileira" bostonario... para ter mais amor e
fraternidade...um mundo mais justo....
Se ninguém conversou com
este menino... escola e família...
Se o psicólogo... e os pais
achavam normal tudo isso...
São responsáveis sim!!!
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Os mesmos que condenaram Dilma inocente absolvem Temer CULPADO
Divulgando...
UMA NAÇÃO DE LUTO
Uma pátria destroçada pelos conchavos políticos com clara compra de votos, foi assim que a nação brasileira assistiu estarrecida a votação que pois fim as investigações de corrupção contra o "presidente" Temer, foi deprimente ver deputados traindo seus eleitores votando contra a vontade de 97% do povo brasileiro olhando apenas pro seus interesses pessoais ou financeiros, a grande maioria dos que votaram sim, ou seja, contra a investigação das corrupçõbes estavam com tanto medo de seus eleitores que falavam sim de cabeca baixa e saiam correndo. Estes deputados que acham certo a corrupção no "governo" Temer em momento algum tiveram coragem de falar que ele é inocente e por isto estavam votando a favor dele.
Por outro lado se Temer e seus ministros se dizem inocentes porque pagaram um preço tão alto (com dinheiro público) pra não serem investigados? Eles e 97% dos brasileiros sabem e tem provas concretas de que Temer e seus ministros são culpados. Em 2018 os que votaram a favor de Temer e contra as investigações serão lembrados e terão uma resposta deste povo porque votaram contra todos nós brasileiros que nos sentimos humilhados com este assassinato da constituição e da democracia verdadeira onde votos não são comprados. Divulgaremos todos os dias os nomes dos traidores da pátria que votaram pela fim das investigações.
UMA NAÇÃO DE LUTO
Uma pátria destroçada pelos conchavos políticos com clara compra de votos, foi assim que a nação brasileira assistiu estarrecida a votação que pois fim as investigações de corrupção contra o "presidente" Temer, foi deprimente ver deputados traindo seus eleitores votando contra a vontade de 97% do povo brasileiro olhando apenas pro seus interesses pessoais ou financeiros, a grande maioria dos que votaram sim, ou seja, contra a investigação das corrupçõbes estavam com tanto medo de seus eleitores que falavam sim de cabeca baixa e saiam correndo. Estes deputados que acham certo a corrupção no "governo" Temer em momento algum tiveram coragem de falar que ele é inocente e por isto estavam votando a favor dele.
Por outro lado se Temer e seus ministros se dizem inocentes porque pagaram um preço tão alto (com dinheiro público) pra não serem investigados? Eles e 97% dos brasileiros sabem e tem provas concretas de que Temer e seus ministros são culpados. Em 2018 os que votaram a favor de Temer e contra as investigações serão lembrados e terão uma resposta deste povo porque votaram contra todos nós brasileiros que nos sentimos humilhados com este assassinato da constituição e da democracia verdadeira onde votos não são comprados. Divulgaremos todos os dias os nomes dos traidores da pátria que votaram pela fim das investigações.
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
O "Grande Irmão" entre nós?!
Divulgando...
UM
TEXTÃO...
...mas
você precisa ler para não fazer papel de alienado(a), de trouxa mesmo. Uma
coisa medonha está se espalhando pelo mundo, e aqui no Brasil, TALVEZ até você
esteja ajudando a disseminar o começo do DOMÍNIO DO DEMÔNIO....leia o texto e
reflita...Não acredita? Aguarde e verá, afinal, todos os sinais já estão ai, a
disposição de todos que querem pensar um pouco:
"Se
você ainda não sabe o que são “think tanks”, Atlas Network, Fórum da Liberdade,
Instituto Millenium, Alejandro Chafuen e Irmãos Koch, com certeza ainda não
entendeu bem o que está ocorrendo no Brasil e no mundo, nem sabe que as forças
de ataque da extrema direita são muito maiores e mais organizadas do que você
pensa, infinitamente mais do que MBL, Bolsonaro ou Aécio. Mas, sempre que um
boçal lhe atacar com mantras tais como "o comunismo matou mais gente que o
capitalismo”, “vai pra Cuba” ou, simplesmente, desatar a colar memes e escrever
palavrões na internet, isso tem relação direta com todos os inicialmente
citados. Eles promovem concursos com boas premiações, em dinheiro, para que
seus membros produzam memes ou vídeos para o youtube que "viralizem",
atacando seus adversários. Esse pessoal faz até cursos com o americano James
O’Keefe, especialista neste tipo de coisa. A Atlas Reserch Economic Fundation
ou Atlas Network é uma instituição norte-americana financiada,
majoritariamente, pelos magnatas do petróleo David e Charles Koch, com apoio de
centenas de mega empresas mundiais, desde a Philip Morris, Mastercard, etc,
chegando à Gerdau, à Fiergs e à Fiesp, no Brasil. Atingem o planeta todo,
atualmente. São defensores das idéias de Hayek, Von Mises e da ultra
reacionária maluca Ayn Rand, que escreveu, em 1957, o livro “A revolta de
Atlas”, defendendo que o mundo pertence e é sustentado pelos ricos e que, sem
eles, o planeta cairia no caos. Daí o nome da fundação, Atlas, “entidade”
surgida, nos anos 1980, do consórcio entre o inglês Antony Fischer (fundador da
IEA) e o americano Leonard Read (da FEE), donos de fundações cujo propósito era
vender propaganda ideológica de direita para grandes empresas. Assim nasceu a
Atlas, juntando os dois ativistas, financiados pelos Koch, com a adesão de
várias outras empresas. Em 1991, com a morte de Fischer, a Atlas foi assumida
pelo argentino-americano Alejandro Chafuen, cria mais que reacionária da Atlas,
gestado, treinado e educado pelo golpe militar argentino. Este é o indivíduo
que está por trás do MBL, por exemplo. E do Millenium, do EPL, do Ilisp, aqui
no Brasil... mas, também, da Fundação Eléutera, em Honduras, e da Fundação
Pensar, da Argentina.
São
as “think tanks” (em uma tradução livre, "entidades formadoras de
opinião”). No Brasil, são mais de 30, mantidas e financiadas pela Atlas Network
e sua turma. Eles bancam desde "robôs de compartilhamento automático e
spam" até os mais boçais serviçais de perfis fakes no varejo da internet,
sob a batuta de "intelectuais ideólogos". Um destes “ideólogos” é o
gaúcho Fernando Schüller, que andou por vários partidos, inclusive à esquerda,
e, agora, é do Millenium e diz que o “sucesso do MBL deve-se ao fato de não ter
identificação com partidos” (?!) e que “a única forma de reformar radicalmente
a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar
uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de
esquerda”.
Bem,
nada de se espantar, já que o chefe dele, no Millenium, Rodrigo Constantino,
enxerga conspiração de esquerda até na inserção de algo da cor vermelha na
logomarca da Copa do Mundo e é o criador do termo “esquerda caviar”. Olavo de
Carvalho e suas pataquadas "intelectuais" é um dos "elos fortes
da corrente". Também a maçonaria, infelizmente.
Outra
peça rara nessa engrenagem é Helio Beltrão, sim, ele mesmo: largou tudo para
administrar uma destas “think tanks”, o “Instituto Mises” (tão citado pelos
Bolsonaros). Por isso não é de admirar que Schüller declare que “privatizaria
toda a previdência e a educação no Brasil” e que "o único caminho para
atingir essa meta é ter muitas “think tanks” no Brasil financiadas por empresas".
Até
a explosão mundial da web, nos anos 1990, estas “think tanks” não tinham tanta
força. Com a internet, ganharam essa magnitude. Seus veículos principais são o
Youtube, o Facebook, o Whatsapp, o Instagram... eles têm os blogs (Antagonista
e cia) como base, e não a imprensa tradicional, pois descobriram que pouca
gente lê e que é mais fácil atacar por memes e pequenos vídeos; que a esquerda
não sabe nada dessas coisas e nem dá valor a isso, pelo menos não de forma
organizada...
E,
aí, você entende, exatamente, qual o papel de cada um nessa história toda,
inclusive o seu próprio. É só você procurar que encontra. O time da ultra
direita já está “esquematizado” e ganhando de goleada, nas palavras do próprio
Helio Beltrão: “É como um time de futebol: a defesa é a academia, e os
políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols (impeachment de
Dilma)". O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam
a opinião pública."
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Projeto MEC Daisy: mais acessibilidade na leitura
Divulgando...
Se você deseja conhecer melhor a proposta, leia a postagem depois desta. Se deseja conhecer algum dos livros disponibilizados pelo MEC às escolas, siga o link: LIVROS FALADOS MECDAISY
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Projeto MEC Daisy: é importante conhecer!
Divulgando...
Retirado de: http://intervox.nce.ufrj.br/mecdaisy/, http://intervox.nce.ufrj.br/mecdaisy/leitura.htm e http://intervox.nce.ufrj.br/mecdaisy/download.htm, todos acessados em 20/10/2017, às 15:34.
Mecdaisy
Nota Técnica
O Ministério da Educação lança o Mecdaisy, uma solução tecnológica que permitirá a produção de livros em formato digital acessível, no padrão Daisy. Desenvolvido por meio de parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - NCE/UFRJ - o Mecdaisy possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sintetizado.
Este padrão apresenta facilidade de navegação pelo texto, permitindo a reprodução sincronizada de trechos selecionados, o recuo e o avanço de parágrafos e a busca de seções ou capítulos. Possibilita também, anexar anotações aos arquivos do livro, exportar o texto para impressão em Braille, bem como a leitura em caractere ampliado. Todo texto é indexado, facilitando, assim, a manipulação através de índices ou buscas rápidas.
Além dos benefícios do Mecdaisy às pessoas com deficiência visual ou física que podem ter acesso à leitura sob a forma de áudio e texto digital, destaca-se que está disponível a metodologia para geração de livros neste padrão, que poderá ser utilizada gratuitamente nas escolas e instituições de educação superior, para garantia da acessibilidade.
Ações do MEC em prol da acessibilidade para pessoas com deficiência
Com esta ação, o MEC efetiva o disposto no artigo 58 do Decreto nº 5296/2004, que estabelece: "O Poder Público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as obras publicadas no País".
Em 2009, ressaltam-se outras importantes ações desenvolvidas por este Ministério, visando o pleno acesso dos alunos com deficiência visual:
a) A distribuição dos livros em Braille nos Programas do Livro MEC/FNDE, atendendo os 6.491 alunos com cegueira, da educação básica da rede pública;
b) A disponibilização de 2.100 laptops para os alunos com cegueira das escolas públicas, matriculados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio;
c) A implantação de 625 salas de recursos multifuncionais com materiais didáticos/pedagógicos e equipamentos específicos para o atendimento aos alunos com deficiência visual;
d) A incorporação da lupa eletrônica nas 10.000 salas de recursos multifuncionais adquiridas em 2009;
e) O investimento de R$ 10.340.000,00 no projeto de modernização dos centros e núcleos de apoio pedagógico e produção Braille, CAP e NAPPB.
f) A oferta de 13.000 vagas em cursos de formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado, em nível de extensão e especialização.
g) A implementação do programa de adequação arquitetônica das escolas, com recursos para acessibilidade espacial, como sinalização tátil.
Assim, a partir da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e da regulamentação do financiamento para atendimento educacional especializado, por meio do Decreto nº 6.571/2008, o MEC amplia o apoio aos sistemas de ensino para a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva nas escolas, alcançando significativos avanços na efetivação do direito de todos a educação.
Download
Leitura de livros usando o tocador MECDaisy
Por que Daisy?
Livros experimentais criados pelos Centros de Apoio Pedagógico do MEC
Envie carta para Antonio Borges
Gerado automaticamente pelo sistema InterCAP
Copyright (c) 2002 - NCE/UFRJ - Projeto DOSVOX
Leitura de livros usando o tocador MECDaisy
Após ter instalado o tocador MECDaisy no seu computador, você já pode começar a ler livros. Para isso, abra o tocador e vá até a opção "Abrir livro". Esta opção pode ser acessada pelo atalho "A" ou pelo clique no botão "Abrir". Ao selecionar esta opção, será aberta uma janela para você escolher o livro que deseja ler.
O tocador já vem com dois livros disponíveis, são eles um trecho do livro "As primaveras" e o livro "Casa Velha". Para ler um desses livros, vá até a janela de abertura de livros (atalho "A") e navegue pelos diretórios do seu computador até encontrar o diretório NCEMEC. Nota: no Windows, este diretório estará em Arquivos de Programas. Para navegar pelos diretórios, selecione o diretório onde deseja entrar na lista ou se quiser ir para um diretório acima deste, use a opção "diretório acima", na lista de diretórios.
Ao encontrar o diretório NCEMEC, selecione o diretório MecDaisy e depois o diretório Livros. Lá estarão os livros que vêm instalados junto com o tocador. Entre no diretório do livro selecionado e na lista de arquivos, escolha o arquivo com extensão .opf, que é a extensão característica dos livros em formato DAISY. Para iniciar a leitura do livro, basta teclar "Enter" com o arquivo .opf selecionado, ou clicar no botão Ok.
À medida que você adquirir outros livros em formato DAISY, escolha uma pasta no seu computador para colocá-los.
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O tocador MECDaisy está disponível para os sistemas Windows e Linux. Veja abaixo os procedimentos de instalação para cada caso.
Windows
Faça o download do instalador no endereço:
http://intervox.nce.ufrj.br/~mecdaisy/windows/
Existem diversos instaladores neste site. Na dúvida, escolha a versão e a "release" com maior número.
Após o download do instalador, basta executar o arquivo e seguir os passos para instalação.
Existem também alguns livros de exemplo, pegue pelo menos um deles. Sugerimos que armazene na pasta Livros, dentro da pasta de instalação do MecDaisy (no Windows XP, C:\Arquivos de programas\NCEMEC\MecDaisy\Livros).
Linux
Acrescente o repositório "intervox" à lista de repositórios do apt. Para isto, basta executar:
sudo wget http://www.intervox.nce.ufrj.br/ubuntu/intervox.list \
<https://fe.nce.ufrj.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.intervox.nce.ufrj.br/ubuntu/intervox.list> \
--output-document=/etc/apt/sources.list.d/intervox.list
(Repare nas barras invertidas ao fim da linha, indicando que estas linhas representam uma só).
Em seguida faça uma atualização da lista de pacotes, ou seja:
sudo apt-get update
Depois instale o pacote mecdaisy (mecdaisy_0.5_all.deb) com
sudo apt-get install mecdaisy
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Mecdaisy
Download da versão de referência para livros didáticos
Assista o tutorial em Vídeo sobre o uso do sistema
O Ministério da Educação lança o Mecdaisy, uma solução tecnológica que permitirá a produção de livros em formato digital acessível, no padrão Daisy. Desenvolvido por meio de parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - NCE/UFRJ - o Mecdaisy possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sintetizado.
Este padrão apresenta facilidade de navegação pelo texto, permitindo a reprodução sincronizada de trechos selecionados, o recuo e o avanço de parágrafos e a busca de seções ou capítulos. Possibilita também, anexar anotações aos arquivos do livro, exportar o texto para impressão em Braille, bem como a leitura em caractere ampliado. Todo texto é indexado, facilitando, assim, a manipulação através de índices ou buscas rápidas.
Além dos benefícios do Mecdaisy às pessoas com deficiência visual ou física que podem ter acesso à leitura sob a forma de áudio e texto digital, destaca-se que está disponível a metodologia para geração de livros neste padrão, que poderá ser utilizada gratuitamente nas escolas e instituições de educação superior, para garantia da acessibilidade.
Com esta ação, o MEC efetiva o disposto no artigo 58 do Decreto nº 5296/2004, que estabelece: "O Poder Público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as obras publicadas no País".
Em 2009, ressaltam-se outras importantes ações desenvolvidas por este Ministério, visando o pleno acesso dos alunos com deficiência visual:
a) A distribuição dos livros em Braille nos Programas do Livro MEC/FNDE, atendendo os 6.491 alunos com cegueira, da educação básica da rede pública;
b) A disponibilização de 2.100 laptops para os alunos com cegueira das escolas públicas, matriculados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio;
c) A implantação de 625 salas de recursos multifuncionais com materiais didáticos/pedagógicos e equipamentos específicos para o atendimento aos alunos com deficiência visual;
d) A incorporação da lupa eletrônica nas 10.000 salas de recursos multifuncionais adquiridas em 2009;
e) O investimento de R$ 10.340.000,00 no projeto de modernização dos centros e núcleos de apoio pedagógico e produção Braille, CAP e NAPPB.
f) A oferta de 13.000 vagas em cursos de formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado, em nível de extensão e especialização.
g) A implementação do programa de adequação arquitetônica das escolas, com recursos para acessibilidade espacial, como sinalização tátil.
Assim, a partir da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e da regulamentação do financiamento para atendimento educacional especializado, por meio do Decreto nº 6.571/2008, o MEC amplia o apoio aos sistemas de ensino para a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva nas escolas, alcançando significativos avanços na efetivação do direito de todos a educação.
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O tocador já vem com dois livros disponíveis, são eles um trecho do livro "As primaveras" e o livro "Casa Velha". Para ler um desses livros, vá até a janela de abertura de livros (atalho "A") e navegue pelos diretórios do seu computador até encontrar o diretório NCEMEC. Nota: no Windows, este diretório estará em Arquivos de Programas. Para navegar pelos diretórios, selecione o diretório onde deseja entrar na lista ou se quiser ir para um diretório acima deste, use a opção "diretório acima", na lista de diretórios.
Ao encontrar o diretório NCEMEC, selecione o diretório MecDaisy e depois o diretório Livros. Lá estarão os livros que vêm instalados junto com o tocador. Entre no diretório do livro selecionado e na lista de arquivos, escolha o arquivo com extensão .opf, que é a extensão característica dos livros em formato DAISY. Para iniciar a leitura do livro, basta teclar "Enter" com o arquivo .opf selecionado, ou clicar no botão Ok.
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Faça o download do instalador no endereço:
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Existem diversos instaladores neste site. Na dúvida, escolha a versão e a "release" com maior número.
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Existem também alguns livros de exemplo, pegue pelo menos um deles. Sugerimos que armazene na pasta Livros, dentro da pasta de instalação do MecDaisy (no Windows XP, C:\Arquivos de programas\NCEMEC\MecDaisy\Livros).
Acrescente o repositório "intervox" à lista de repositórios do apt. Para isto, basta executar:
sudo wget http://www.intervox.nce.ufrj.br/ubuntu/intervox.list \
<https://fe.nce.ufrj.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.intervox.nce.ufrj.br/ubuntu/intervox.list> \
--output-document=/etc/apt/sources.list.d/intervox.list
(Repare nas barras invertidas ao fim da linha, indicando que estas linhas representam uma só).
Em seguida faça uma atualização da lista de pacotes, ou seja:
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