terça-feira, 14 de abril de 2020

Neofascismo X neoliberalismo. Você é mais Bozo ou Mandetta?, por Armando Coelho Neto

Divulgando de GGN...



Neofascismo X neoliberalismo. Você é mais Bozo ou Mandetta?, por Armando Coelho Neto
O Estado mínimo neoliberal é reduzido a nada quando o assunto é necessidade básica do povo. Mas para socorrer bancos, há Estado máximo.
Por - ARMANDO COELHO - 13/04/2020

https://jornalggn.com.br/sites/default/files/2020/04/neofascismo-x-neoliberalismo-voce-e-mais-bozo-ou-mandetta-por-armando-coelho-neto-fotorfascismobrasileiro-1.jpg
Neofascismo X neoliberalismo. Você é mais Bozo ou Mandetta?
por Armando Rodrigues Coelho Neto
A pandemia neofascista antecede à pandemia da Covid-19. No Brasil, os sintomas mais graves surgiram nas tais jornadas de junho/2013 e em capítulos que antecedem o golpe de 2016, muitos descritos neste espaço. Não é o momento de reorganizar esses capítulos, mas traçar linhas entre o neofascismo e o neoliberalismo (*).
O neofascismo pode ser, grosso modo, definido como o movimento de forças retrógradas que busca o retrocesso civilizatório, que se aglutina e se expressa, hoje, por mecanismos digitais mediante engenharia de redes sociais. O neofascismo está associado ao neoliberalismo, pois ambos pregam o Estado mínimo.
No Brasil, o neofascismo chegou ao poder via demagogia penal (Sérgio Moro que o diga), principalmente usando a suposta luta contra a corrupção, em conluio com o Congresso Nacional e a mídia, na qual a TV Globo (que hoje esperneia) exerceu deplorável papel. Além disso, teve maciço apoio do poder econômico, que graças ao coronavírus, pode hoje minimizar o fracasso de Paulo Guedes e do Palhaço-mor do Brasil. Graças à pandemia, a derrocada do pensamento militar que ronda a assessoria do Palácio do Planalto sequer é notada.
Uma vez instalados no comando da Nação, os neofascistas passaram a hostilizar parcela de antigos apoiadores, trabalham intensamente por uma sociedade dividida (pobres contra pobres). Bozo não mede esforços quando antagoniza com governos estaduais (não apenas da Região Nordeste, mais pobre, mas também os conservadores governos das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Agride o Parlamento, a Suprema Corte e insulta a imprensa, em especial a Globo.
Aparentemente, o neofascismo seria a antítese do liberalismo, mas não se observa nenhuma atitude de franca contraposição de parte dos “conservadores obsoletos” (que no cenário político brasileiro são misturados com a esquerda e rotulados de “velha política”, “comunistas”, “esquerdopatas”, “petezada”).

Apesar de o neofascismo expressar-se hoje simultaneamente em diversas partes do mundo, tendo inclusive chegado ao poder nos EUA, Brasil, Hungria, Ucrânia e Itália, não existe uma reação ampla, coordenada, decidida contra o fenômeno. O neofascismo no contexto atual da luta de classes tem o papel de chantagear as instituições.
O capitalismo rentista está no centro desse debate. Ele já não se sente mais obrigado a quaisquer concessões ao bem-estar coletivo, nem consegue mais conviver com a Democracia. Aqui, o neofascismo cumpre papel necessário à elite. Dudu Bananinha se posiciona claramente contra a taxação das grandes fortunas. O posto Ipiranga do pai dele sorri para os financistas. Nas medidas emergenciais contra a pandemia, houve resposta rápida para os bancos, inclusive com a compra de papéis podres. Nenhum dinheiro para empresas e lentidão no que ajudaria a grande massa, diz o economista Eduardo Moreira.
Atos do gênero mostram que o papel do neofascismo é vergastar, destruir a espinha dorsal das democracias liberais, mediante permanente ameaça fascista. Nesse sentido, o jipe, o cabo e o soldado não foram e não são simples retóricas vazias. Não foram exagero ou incontinência verbal de Dudu Bananinha. Foi um recado simples, objetivo e ameaçador, com o qual as instituições convivem, seja por conivência, covardia ou coação. Aqui ali observam-se lampejos higienizantes para dar ares de democracia, normalidade, de que as instituições estão funcionando.
Sob conivência, covardia ou omissão, está clara a prostituição das instituições, a submissão ao interesse financeiro, que aliás, não começou com o fenômeno mais recente do neofascismo como alternativa política séria. Mas sem dúvida, ela se intensifica diante da chantagem fascista. Esta a razão pela qual já não se pode contar com o “mercado” ou mesmo com seus tradicionais porta-vozes políticos – na política, na “juristocracia” ou na mídia tradicional – neles inclusos golpistas travestidos de liberais e os isentões de meia tigela.
O neofascismo tem se colocado como oposição ao neoliberalismo e empurra a sociedade para a defesa de um pretenso “mal menor”. Entre os danos colaterais da chantagem neofascista, já assimilados ao cotidiano, está a infantilização do debate público.

Nesse ponto, conservadores obsoletos, como FHC, rebaixam o debate público à dicotomia: Estado mínimo x Estado máximo, sem considerar uma série fatores inerentes a países em desenvolvimento. Nessa trilha, o Estado mínimo neoliberal de FHC é reduzido a Estado nenhum, sobretudo quando o assunto é necessidade básica do povo. Mas, para socorrer bancos, proteger grandes fortunas há Estado máximo. Eis a síntese do neoliberalismo de FHC, como oposição ao neofascismo bolsopata.
O neofascismo bolsopata vai além. É ausente no social e máximo no campo penal e na guerra. Quer a completa extinção dos direitos sociais e da alteridade comportamental e persegue a homogeneização da sociedade – seja pelo controle religioso, seja pelo condicionamento ideológico, perseguições ao desenvolvimento científico. É contra a livre difusão do conhecimento e da informação.
Em meio à pandemia, a popularidade do Bozo permanece em alta por que a sociedade está dividida entre Bozo e Mandetta (ambos Governo). Entre os que defendem a cloroquina e os “contra” ela (mesmo não sendo). Entre os que acreditam na doença e os que não creem. Entre salvadores da economia e salvadores de vidas. Tudo fruto de manipulações, ideologizações, cruzadas evangélicas e chantagens, por meio das quais a extrema-direita (neofascista) promove a total aniquilação do debate público. As pautas do noticiário são idiossincrasias de um ministro, as postagens abjetas de um político extremista, a fake news da semana ou o “roubou-ou-não-roubou”.
Por fim, ouve-se e lê-se muito, por aí, que a pandemia pôs em xeque o mundo capitalista. Bem, sim e não. A realidade pós-COVID-19 será evidentemente mais amarga e menos próspera. Mas é preciso conter o otimismo ingênuo. Versalhes também já se havia desnudado em sua insensibilidade e distanciamento das demandas populares quando Maria Antonieta mandou os plebeus comerem brioches, já que não havia pães. E, no entanto, a Bastilha não caiu: foi derrubada!

Se quisermos verdadeiramente derrotar o neofascismo, será importante lutar com todas as forças contra o capitalismo rentista e suas instrumentalidades políticas. Pois ao mandar o povo brasileiro para a morte em protestos contra o isolamento social, a extrema-direita deu outro recado: somos úteis ao Capital Financeiro e não desistiremos espontaneamente desse projeto de barbárie e morte.
Armando Rodrigues Coelho Neto – jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-integrante da Interpol em São Paulo.
(*) Texto produzido com um colaborador anônimo.
Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor
Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.




domingo, 12 de abril de 2020

Bolsonaro, infelizmente, vai cair

Divulgando de Vermelho.org


Bolsonaro, infelizmente, vai cair
A insensatez de Bolsonaro frente à epidemia embaralhou o jogo.
por Wevergton Brito - Publicado 11/04/2020 12:44
https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2020/03/bolsonaro_coronavirus-2.jpg
Para quem não entendeu o “infelizmente” do título, eu explico.
Desde a eleição do Bolsonaro eu – e toda uma multidão – sabia que o povo iria pagar um preço bem alto por esta escolha infeliz, fruto, entre outras coisas, de um cálculo terrivelmente errado da nossa burguesia.
O cálculo errado
O cálculo da burguesia brasileira era simples: martelar através da mídia corporativa, ao longo de anos, sobre a “incompetência” e a “corrupção” da esquerda no governo central, ignorando números e fatos, tudo para pavimentar a volta ao poder dos queridinhos do PSDB/DEM, neoliberais e, esses sim, corruptos até dizer chega.
Aliás, a elite brasileira, formada pela mentalidade escravocrata-colonial, foi, durante gerações, cevada no trânsito corrupto do poder público com o privado. Ela sempre viveu desta relação promíscua, que apenas em tese condena. Isso incluí, diga-se de passagem, os meios de comunicação da mídia corporativa.
Acontece que, atualmente, o mais cosmopolita, para a elite brasileira do século XXI, é que o Brasil caminhe para uma democracia burguesa tão corrupta quanto qualquer outra, mas que seja parecida com a “democracia” de tipo estadunidense existente desde o século 18 (nossa elite, como sempre, atrasada em tudo): bipartidária, o que significaria, em termos atuais do Brasil, termos, de um lado, o PSDB (a direita com bons modos) e do outro o DEM (a direita escancarada).
Já imaginou, amigo leitor, um segundo turno presidencial entre o PSDB e o DEM? Os colunistas e editorialistas da mídia hegemônica iriam ensurdecer o país com seus gemidos de orgasmos múltiplos ante este cenário paradisíaco. Era tudo que buscavam com a incessante campanha pela destruição do PT e da esquerda.
Mas… eles erraram a mão. Ao tentar transformar o PT e a esquerda em bodes expiatórios de um sistema – que, no fundamental, foi criado e mantido por eles mesmos – abriram caminho para a negação da política como um todo e pavimentaram a estrada para um aventureiro neofascista, talvez o líder político mais raso e despreparado da história desde que as monarquias hereditárias, com poder de fato, saíram de moda: Jair Bolsonaro.
As constantes declarações abertamente elitistas, racistas e autoritárias do clã Bolsonaro foram devidamente minimizadas por uma mídia cega por ódio e pelo desejo de vingança por quatro derrotas consecutivas para o campo popular (duas vezes com Lula, duas vezes com Dilma).
As assertivas bolsonarianas eram límpidas para quem quisesse as enxergar. Nelas não havia qualquer verniz de falsa erudição ou fingido humanismo, com o qual nossa burguesia de mentalidade colonial sempre tentou dourar a pílula da exploração e da injustiça.
Em qualquer país do mundo um político que atacasse abertamente os direitos humanos e fizesse a defesa da tortura, não só enterraria sua carreira como seria levado aos tribunais. No Brasil, com o decisivo apoio da mídia hegemônica, os discursos neofascistas passaram a ser normalizados, como “parte do jogo”.
E veio a vitória de Bolsonaro e com ela a vitória da velha nostalgia escravocrata, de volta ao centro do poder em pleno apogeu e, desta vez, sem disfarces, pior, com certo respaldo popular e embalada em uma ideologia autoritária.
Para o proletariado, a consequência da eleição de Bolsonaro era pedra cantada e, em relação a isso, não recaí sobre ele nenhuma acusação de falsidade: “quem sofre no Brasil é o empresário”, “trabalhador tem que escolher entre direitos e emprego”. Essas frases, entre outras com o mesmo teor, foram ditas pelo então candidato Bolsonaro em alto e bom som.
Com a esquerda enfraquecida e paralisada diante de uma contundente derrota política, ideológica e cultural, ao povo só restava, durante um bom tempo, continuar a sofrer com o aumento desenfreado da exploração, da miséria e da fome, caminho que começou a ser trilhado com o golpe contra Dilma e a ascensão à presidência de Michel Temer.
Porém, com a eleição de Bolsonaro, tudo isso é intensificado e elevado a um patamar superior com dois novos elementos: a renúncia, como nação, a qualquer projeto de desenvolvimento soberano (alinhamento incondicional com os EUA), e os ataques à limitadíssima democracia burguesa brasileira, no rumo da entronização de um regime autoritário.
A insensatez frente à epidemia embaralhou o jogo
Pensando em perspectiva, sabíamos que, cedo ou tarde, a vida daria uma resposta. Os trabalhadores, desnorteados, confusos e divididos na atualidade, iriam encetar uma reação de classe, fortalecendo suas expressões orgânicas (partidos, sindicatos, etc.), elas também mais eficazes e renovadas por um processo de autocrítica consequente, aprendendo com as lições da derrota sofrida. Isso seria inevitável em termos históricos, e sobre este aspecto não tínhamos qualquer dúvida.
Porém, o que nos deixava entristecidos é que, até este tempo chegar, e temíamos que demorasse, talvez toda uma geração dos melhores filhos do proletariado estaria condenada à pobreza irremediável.
No entanto, para embaralhar tudo, surgiu, não a pandemia, mas a forma como o clã Bolsonaro lida com a pandemia, desnudando, para amplas massas, bem antes do esperado, o caráter insano e criminoso das teses obscurantistas que lhe servem de amparo.
Dados divulgados nesta sexta-feira (10), pelo historiador Raul Carrion, com base no “Covid-19 Visualizer”, mostram que o Brasil, do dia 02/04 até o dia 10/04, já é o primeiro no mundo em evolução tanto no número de infectados (aumento de 179%) quanto no número de mortes (aumento de 324%).
No entanto, Bolsonaro segue, dia a dia, dobrando sua aposta contra a necessidade de isolamento e tal campanha já surte seus efeitos.
O resultado desta aposta é que, inevitavelmente, a menos que uma cura para o Covid-19 seja descoberta em tempo recorde, ou que uma mutação do vírus diminua repentinamente sua capacidade de disseminação (duas hipóteses que existem mais no campo do desejo do que na realidade), o Brasil pode estar à beira de uma catástrofe inédita, que irá vitimar em massa os trabalhadores pobres.
A conta de toda esta tragédia, mais do que anunciada, será cobrada de Jair Bolsonaro por todas as forças políticas, inclusive pela burguesia – o que existe de pensante nela, incluindo as altas patentes das Forças Armadas – que vai descartar seu erro de cálculo com satisfação e retomar em novas condições seu projeto de uma democracia burguesa manietada. Mesmo os defensores mais ferrenhos do neofascista, ao assistirem pessoas próximas sofrerem, ou mesmo morrerem, irão desertar de seus postos infectos. Restarão poucos ao redor do clã.
Bolsonaro, caso este cenário dantesco se confirme, será, inevitavelmente, deposto e, provavelmente, processado e condenado.
Entretanto, o que seria, para nós, em qualquer outro cenário, motivo de alegria (deposição e prisão de um miliciano neofascista), não provocará qualquer regozijo.
Bolsonaro cairá, infelizmente, sobre uma montanha de corpos.
Tags
Autor - Wevergton Brito
Jornalista, vice-presidente nacional do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade ao Povos e Luta pela Paz)


 

Coronavírus e o Macroorganismo Planeta Terra

Divulgando de Autossustentável...


Coronavírus e o Macroorganismo Planeta Terra
http://autossustentavel.com/wp-content/uploads/2020/04/Destaque-3.jpg
A pandemia que estamos testemunhando já foi anunciada pelos nossos ancestrais. Talvez não exatamente dessa forma, mas certamente com esses mesmos efeitos de nações não-resilientes e despreparadas. Uma visão sistêmica da nossa vida, integrada com tudo o que nos cerca, sem dúvida, facilita compreender esse momento.
O grande mestre da agrofloresta sintrópica, Ernst Gotsch, costuma dizer que se temos alguma dúvida, basta olharmos para a natureza. Muitas vezes esquecemos que somos parte desse organismo vivo, grandioso e inteligente. Vemos a natureza de um lado e nós – homo sapiens, do outro. Como se fôssemos algo externo a tudo que nos cerca, distantes de todas as árvores, animais, fungos, bactérias e vírus.
Em 1979, o cientista inglês James Lovelock elaborou a hipótese de Gaia, que finalmente trouxe a comprovação científica dos saberes tradicionais sobre a unidade desse sistema que se auto-regula. Posteriormente, essa teoria foi fortalecida pelos estudos da bióloga norte-americana Lynn Margulis e o macroorganismo planeta Terra pode ser compreendido de forma muito mais complexa, embora suas relações residam justamente na simplicidade.
Talvez a nossa grande dificuldade em compreender a natureza e seus fenômenos seja pelo fato de que não nos consideramos parte dela. Nosso planeta é um ser em si mesmo e fazemos parte dele como, em nosso corpo, os órgãos fazem parte de nós. Outra forma de visualizar isso seria como numa grande empresa – com funcionários, diversas áreas e hierarquias – onde existem valores específicos e únicos que se complementam para formar uma corporação de sucesso. Tudo é equipe, tudo é sincronia e cada um tem o seu valor individual que, somado aos outros, faz a diferença. Na natureza também é assim e essa, sem dúvida, é uma das grandes mensagens que a floresta nos transmite, sobre união e parceria.
http://autossustentavel.com/wp-content/uploads/2020/04/Natureza.jpgImagem: Alice Worcman, Organicidade
Em qualquer plantação, quando alguma coisa não está em equilíbrio, emergem outros seres que vem para mostrar o que está acontecendo ali. São elementos bioindicadores, mas, ainda mais do que isso, são fiscalizadores. Se aparecem formigas, chamamos de praga, mas elas são mensageiras e chamam atenção para o desequilíbrio. Se aparecem plantas indesejadas, diferente daquelas que a monocultura do campo e da mente estavam esperando, chamamos de ervas daninhas, de invasoras. Quando na verdade, em um ambiente saudável, em um mundo ideal e equilibrado, não existem pragas, tudo são sinais.
Quando nós, seres humanos, estamos em desequilíbrio, seja físico, mental, emocional ou espiritual, nossa imunidade baixa permitindo que outros seres venham fiscalizar a nossa saúde também. Eles servem de alerta, sinalizam rapidamente que algo não está certo com nosso organismo corpo-mente-alma. Já diz o ditado, “o corpo fala”, não é mesmo?
Nosso macroorganismo planeta Terra está claramente em desequilíbrio. O coronavírus é um mensageiro, um fiscalizador. Ele traz luz à falta de resiliência das nossas cidades, à desigualdade do nosso sistema econômico, à injustiça social, ao individualismo, ao medo. Ilumina todas as nossas sombras e coloca a todos nós como ameaça constante um para o outro. O agente fiscalizador traz um perigo que mora no toque, no encontro e na troca.
Mas o ser humano padece de uma doença ainda mais grave que o COVID-19, a miopia da consciência, que não nos torna aptos a enxergar os recursos e possibilidades que o universo nos envia. Nos cega diante das inúmeras oportunidades desse momento e continuamos sem entender que a maioria das doenças da humanidade vem justamente dos nossos pensamentos, emoções e ações em total desequilíbrio com a nossa natureza. Quando a gente se distancia da fonte daquilo que nos adoece, não conseguimos enxergar a cura.
http://autossustentavel.com/wp-content/uploads/2020/04/Flores.jpgImagem: Alice Worcman, Organicidade
Vivemos imersos em uma cultura materialista, onde o foco dos nossos sentidos se resume ao plano material e à dimensão daquilo que os olhos podem ver. Nossa medicina ocidental acompanha esse mesmo paradigma e é exatamente o que nos limita. Nosso mundo está imerso em emoções primitivas e densas de ganância e ódio, que afetam a saúde do nosso corpo, das nossas cidades, das nossas florestas, dos nossos oceanos e até do ar que respiramos. Enquanto não nos educarmos para ver os processos de cura de forma holística e integrada, percebendo e sentindo que tudo está conectado, o vírus não vai embora daqui.
http://autossustentavel.com/wp-content/uploads/2020/04/Assinatura-Camila-Grinsztejn.png
http://1.gravatar.com/avatar/7f699fe9d05095cd570157a6ca3315cd?s=96&d=mm&r=g
Plataforma que tem a missão de desconstruir a Sustentabilidade, mostrando que pequenas atitudes do cotidiano podem transformar o mundo.