terça-feira, 17 de março de 2015

[romanticoscandangos] E se os alunos pudessem projetar a sua escola

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http://rescola.com.br/e_se_os_alunos_pudessem_projetar_a_escola/
A insatisfação que Samuel Levin sentia em relação à escola, e que via refletida na maioria dos seus colegas, era derivada de algo nada incomum nas salas de aula: desinteresse pelos objetos de estudo e, consequentemente, um aprendizado cheio de falhas e inconsistências.
Motivado por isso, e pela provocação de sua mãe, o garoto procurou a direção da escola com um projeto ambicioso. Segundo suas próprias palavras:
“[A] intenção era projetar uma escola na qual os estudantes estivessem completamente engajados e apaixonados pelo que estivessem aprendendo, tivessem a experiência de verdadeiramente obter maestria sobre algo, ou desenvolver expertise em algo, e onde estivessem aprendendo a aprender.”
O ingrediente principal para atingir esse objetivo seria a apropriação, pelos estudantes, do controle do seu próprio processo de aprendizado.
A direção da escola, talvez para a surpresa de Sam, acolheu a ideia e autorizou o desenvolvimento de um projeto piloto, durante um semestre. O grupo inicial tinha 8 alunos, dos 3 últimos anos de High School (equivalentes ao 1º, 2º e 3º ano do ensino médio no Brasil). O desempenho escolar prévio não foi levado em conta no processo de admissão. Assim, o grupo tinha desde alunos que tiravam nota máxima na maioria das matérias, até outros que obtinham notas bastante ruins.

O Programa

O “Projeto Independente” começou com uma primeira semana de “descompressão”, com atividades que tinham por objetivo desmontar as estruturas mentais e pré-concepções que os estudantes, naturalmente, formaram após mais de dez anos de ensino tradicional e prepará-los para a liberdade e responsabilidade de assumir o comando do seu próprio processo educacional.
Após esse período inicial, os alunos dividiram seu tempo na direção de três objetivos:
  1. O estudo de conteúdo acadêmico;
  2. Uma “Empreitada Pessoal” de longo prazo, e;
  3. Uma “Empreitada Coletiva”.

Conteúdo Acadêmico

O Projeto Independente - Conteúdo acadêmico

O estudo do conteúdo acadêmico tradicional ocorreu durante as manhãs das primeiras quinze semanas do semestre (de um total de 18). A divisão desse conteúdo se deu de uma forma muito menos fragmentada do que nas escolas tradicionais. Os estudantes consideraram que há duas formas básicas de abordagem do conhecimento: Ciência e Arte. Basicamente, uma “Ciência” é algo sobre o qual você questiona, enquanto uma “Arte” é algo que você pratica. Dessa forma, na primeira metade do semestre eles estudaram Ciências Naturais (tradicionalmente, química e biologia) e Ciências Sociais (história, geografia, sociologia), e, na segunda metade, Artes Literárias (inglês, literatura, dramaturgia) e Artes Matemáticas (!).
O processo de estudo foi o mesmo durante todo o período. Nas segundas-feiras, cada estudante escolhia uma questão sobre o assunto da semana. Segundo Peter Boyce, um dos estudantes do grupo piloto, “O mais importante sobre essa pergunta é que você realmente precisa querer saber a resposta. Se a pergunta é sua, descobrir a resposta vai fazer você se sentir ótimo.”. Então, cada estudante deveria pesquisar durante as manhãs dos dias seguintes, da forma que preferisse: pesquisa em livros ou na Internet, conversa com professores ou experts ou através de experimentação direta. Finalmente, eles deviam apresentar o resultado para o grupo na sexta-feira para, ao mesmo tempo, prestar contas do que aprenderam e ensinar aos demais. “Meu objetivo em cada apresentação é ser o mais cativante possível e tornar o meu interesse pelo assunto o mais contagiante possível – tentar fazer todo mundo se interessar”, explica Peter.

Empreitada Pessoal

O Projeto Independente - Empreitada pessoal

Em paralelo ao estudo de conteúdo acadêmico, as primeiras quinze semanas do semestre também foram dedicadas às Empreitadas Pessoais. Ao contrário das questões que eram exploradas durante uma semana, a Empreitada Pessoal, à qual os estudantes se dedicavam durante a tarde, era um projeto de longo prazo, a ser concluído no final do semestre. Os estudantes eram completamente livres para definir qualquer projeto, como, por exemplo, escrever um romance, construir um barco, fazer um filme ou realizar um experimento científico mais complexo. A única exigência é que a empreitada escolhida deveria ser algo que realmente lhes entusiasmasse.
Os estudantes também eram livres para planejar a agenda e a execução do projeto, mas haviam reuniões periódicas onde todos reportavam seu progresso e discutiam suas dificuldades. A maioria deles afirma que essa pressão do grupo é muito mais forte e mais eficiente do que a pressão que recebiam para entregar os trabalhos tradicionais da escola, em troca de notas, e que isso fazia com que sua dedicação ao objeto de estudo fosse muito maior.
Ao final das quinze semanas, os estudantes deveriam fazer duas apresentações finais sobre suas Empreitadas Pessoais. A primeira era para o grupo, que fazia fortes críticas e sugestões de melhorias. Após o refinamento final, baseado nesse feedback dos colegas, havia uma outra apresentação para um público externo, de aproximadamente oitenta pessoas, geralmente formado pelos demais alunos e professores da escola.
Segundo Sam Levin, “A natureza pública, performática e celebratória da noite servia como uma barra para elevar a qualidade das empreitadas a um patamar mais alto do que elas teriam chegado de outra maneira, e proporcionar um contexto para dar forma a algumas das empreitadas mais abstratas. Por exemplo, o estudante cuja empreitada era escrever uma novela tinha um objetivo muito claro: escrever uma novela. Entretanto, o estudante cuja empreitada era aprender culinária poderia perder foco e direção, se não tivesse que trabalhar em direção à apresentação final, que era preparar uma refeição para oitenta pessoas.”

Empreitada Coletiva

O Projeto Independente - Empreitada coletiva

Por fim, nas últimas três semanas do semestre, o grupo trabalhava durante todas as manhãs e tardes em uma Empreitada Coletiva. A ideia era que o grupo explorasse qualquer problema da comunidade ou do mundo e oferecesse uma solução para ele. A turma do semestre piloto elegeu a “Educação” como tema e decidiu realizar um documentário que discutia alguns problemas do atual sistema educacional e oferecia a experiência do Projeto Independente como uma possível solução.

Os resultados

Segundo os participantes do Projeto Independente, o resultado foi excelente. Após concluírem a High School, muitos foram aceitos em algumas das mais concorridas universidades americanas, além de terem recebido contato de mais de 80 escolas dos Estados Unidos e de outros países, interessadas em replicar o projeto.
Mas, certamente, os benefícios mais profundos foram as habilidades que os estudantes conquistaram e cultivaram durante o projeto. Em um paper que descreve a experiência e seus resultados, Sam Levin diz que:
“Os estudantes aprenderam como conduzir pesquisas e utilizar o método científico, como pensar matematicamente, como ler e discutir literatura, e como escrever em resposta ao que leram. Eles aprenderam como organizar seu tempo e estruturar sua jornada de trabalho, e como refletir sobre e monitorar seu próprio trabalho. Eles também adquiriram maestria sobre algo e, ao fazer isso, aprenderam como dominar um assunto. Eles aprenderam como comunicar seu pensamento e como criticar e instigar seus colegas. Finalmente, os estudantes aprenderam a aprender, aprenderam a ensinar e aprenderam a trabalhar.”

quarta-feira, 4 de março de 2015

Saúde da População Negra por Paulo Dantas

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Posted: 02 Mar 2015 05:30 AM PST




Amit Goswami, escritor e  PHD em física, principal referência mundial em estudos que conciliam ciência e consciência, estará em Brasília, nos dias 20 e 21 de março, para realizar workshop e palestra Ativismo Quântico, Saúde e Criatividade.

O conceito de ativismo quântico e sua aplicação na saúde e na criatividade serão debatidos e explorados. Autor de “A Física da Alma”, “Criatividade para o século 21″ e “O Ativista Quântico”, tornou-se mundialmente reconhecido após participar do filme “Quem Somos Nós?”, e foi protagonista do premiado documentário “O Ativista Quântico”.

Amit Goswami desenvolveu o conceito de Ativismo Quântico baseado nos princípios da física quântica. É uma forma diferente de ativismo, que busca desenvolver nos indivíduos e na sociedade uma nova visão de mundo. Amit acredita que a saúde é um campo fecundo a aplicação de uma ciência baseada na primazia da consciência, com a capacidade extraordinária de integrar ciência convencional, espiritualidade e cura.

“... podemos aprender, todos podemos praticá-la pelo mesmo tipo de processo criativo que pessoas usam para criar grandes obras de arte, ou grandes descobertas científicas. Nós agora podemos usá-la para grandes curas. Então, desta forma a perspectiva da saúde integrativa é enorme, mas temos que usar o ativismo quântico para inseri-la em nossa sociedade.”Amit Goswami


Serviço:

 Palestra
Dia: 20/03
Hora: 19h ás 21h30
Local: IESB -   Campus Sul
Asa Sul - SGAS Quadra 613/614 - Lotes 97 e 98 L2 Sul - Brasília - DF
Valor previsto: gratuito

Workshop
Dia: 21/03
Hora: 8h ás 17h
Local: Centro Universitário - UDF 903 sul.
Valor previsto: R$.500,00

Posted: 02 Mar 2015 04:49 AM PST
 
A UNAIDS, UNICEF e UNESCO em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DDAHV/SVS/MS) anunciam oportunidade na área de políticas públicas de saúde para jovens líderes!
As inscrições para a seleção do “Curso de Formação de Novas Lideranças das populações-Chave Visando o Controle Social do Sistema Único de Saúde no âmbito do HIV/AIDS”, que será realizado em Brasília de 7 a 11 de maio de 2015, podem ser feitas entre os dias 18 de fevereiro a 08 de março de 2015 (até 23h59).
Os(as) candidatos(as) devem ter entre 18 a 26 anos, ser ativistas e/ou fazer parte de um das populações-chave e ter disponibilidade de tempo para realizar todas as atividades propostas pelo curso. Inscrições: até o dia 8 de março 
Para Saber Mais:
Acesse o edital 
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As Chaves de Mardum

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Prezados Professores,
Não percam a estreia da série” As Chaves de Mardum” voltada para o público infantil e aborda, de maneira lúdica, o aprendizado da Matemática nos anos iniciais, com conteúdos extras em uma plataforma online e jogos digitais e material de apoio ao professor.

Acesse: http://tvescola.mec.gov.br/tve/video?idItem=7973&showTrailer=true
Atenciosamente,
Equipe Portal do Professor



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DIA MUNDIAL DO ABRAÇO Rodoviaria de Brasilia

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CAPOTERAPIA BUSCANDO RECORDE EM QUALIDADE DE VIDA

A Associação de Capoeira Ladainha e a Associação Brasileira de Capoterapia através do Mestre Gilvan está convocando toda comunidade para participar  do ato público no dia 22 de maio às 8:30h na Rodociaria de Brasilia  DIA MUNDIAL DO ABRAÇO.
Como não poderia deixar de ser, esse dia é o mais especial pra nós da CAPOTERAPIA, pois a TERAPIA DO ABRAÇO é umas das ou a melhor e mais aceita de nossas terapias, após recebê-la, as pessoas saem encantadas e com uma visão diferente de como encarar os fatos do dia a dia.
Durante 18 anos a CAPOTERAPIA vem atuando sobre esse tema, onde já concentramos milhares de pessoas em consagrados eventos, porém sempre em um público fixo, isto é, em escolas, ginásios, teatros... Nosso intuito é de praticar a TERAPIA DO ABRAÇO em um público flutuante e será ali nova Feira do artesanato onde estabeleceremos nosso RECORDE, levaremos 300 idosos de 50 ou mais de 60 anos onde são praticantes da CAPOTERAPIA e serão eles que irão oferecer um abraço a todos que ali passarem e nesse abraço recebido será dito algumas palavras sobre o benefício daquele ato, sobre a importância do calor humano.
Pretendemos conscientizar e mobilizar o maior número possível de pessoas e esclarecer que um abraço transmite um sentimento que muitas vezes muitas palavras não conseguem expressar que é sem dúvida um remédio milagroso que pode salvar vidas...


VOCÊ JÁ ABRAÇOU SEU FILHO HOJE?

VOCÊ TEM UM MINUTO PARA UM ABRAÇO?

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CAPOTERAPIA
E INSTITUTO LADAINHA
PROGRAMA VIDA SAUDAVEL
MINISTERIO DO ESPORTE

Informações: (61) 3475-2511/2160  ou 9962-2511 Mestre Gilvan

capoterapiabrasil@gmail.com          www.capoterapia.com.br    www.capoterapiaweb.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Educação ambiental: onde falhamos?

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Imagem de Rosangela Correa
Educação ambiental: onde falhamos?
por Rosangela Correa - quinta, 27 novembro 2014, 09:22
 

Educação ambiental: onde falhamos?

Basta observar o comportamento de banhistas em uma praia qualquer para perceber quão longe estamos de ter consciência sobre o respeito aos outros e ao meio que nos abriga. Nem mesmo locais 'classe A' escapam das condutas inadequadas.
Por: Vera Rita da Costa
Publicado em 26/11/2014 | Atualizado em 26/11/2014
Educação ambiental: onde falhamos?
Até na praia do Tombo, no Guarujá (SP), uma das poucas do país que obtiveram a certificação de qualidade do Programa Bandeira Azul, impera a falta de cuidado com o lixo. (foto: Vera Rita da Costa)
Já contamos com mais de 30 anos de trabalhos dedicados à educação ambiental em nosso país, se não direta e formalmente, por meio da escola, pelo menos de modo informal e por outros canais. Mas, basta passar um domingo de sol na praia ou em um parque, para nos questionarmos sobre onde se encontra, na prática, a nossa educação ambiental.
Fiz isso há algumas semanas e fiquei chocada. As cenas presenciadas no final do dia na praia do Tombo, no Guarujá (SP), eram de fazer cair o queixo de qualquer observador atento. Havia lixo espalhado por todos os lados, embora existissem no local lixeiras e garis. Estes últimos, aliás, tentando em vão dar conta daquilo que as pessoas, totalmente indiferentes e displicentes aos apelos distribuídos pelo local, lançavam em seu entorno.
As cenas que vi não diferiam muito do retrato traçado na campanha 'Povo desenvolvido, povo limpo', uma das primeiras ações de educação ambiental promovidas no Brasil, ainda na década de 1970. Recordavam em muito até um de seus episódios, em que Sujismundo, o personagem central da campanha, e sua família iam, justamente, à praia.

Assista ao episódio de Sujismundo:

https://www.youtube.com/watch?v=1DRyjH3ospg

A praia do Tombo a que me refiro é considerada 'classe A', uma das poucas de nosso país que obtiveram a certificação do Programa Bandeira Azul, uma iniciativa da Foundation for Environmental Education (Fundação para Educação Ambiental), organização não governamental criada na Inglaterra e com sede atual na Dinamarca. A classificação A foi obtida em 2011 e recentemente renovada para o próximo ano. São, portanto, cinco anos consecutivos de certificação obtidos pela Prefeitura do município do Guarujá para essa bela praia, em um trabalho ambiental que merece ser aplaudido, mas que também vale reflexão.
O próprio fato de termos no Brasil tão poucas praias certificadas por esse programa já serve de alerta. Ao lado da praia do Tombo só se encontram na lista de certificações de 2014 do Programa Bandeira Azul Brasil, a Prainha, no Rio de Janeiro, e duas marinas, uma em Angra dos Reis (RJ) e outra também no Guarujá (SP). Em outros países, no entanto, esse número pode chegar a centenas. Portugal, por exemplo, teve para o mesmo período (2014) 298 praias e 17 marinas certificadas.

Bandeira azul

Que inveja boa! Seria ótimo se nos igualássemos a Portugal nesse quesito. Afinal, obter a certificação do Programa Bandeira Azul não é simples. É preciso cumprir uma série de critérios que envolvem, por exemplo, a garantia da qualidade da água, o monitoramento do ambiente costeiro, a manutenção da segurança dos banhistas e demais usuários do local, o apoio a portadores de necessidades especiais, a disponibilidade de água potável e instalações sanitárias em número e condições adequadas, além de fiscalização permanente de condutas e regras no local.
Nas praias certificadas pelo Programa Bandeira Azul, deve haver o mínimo desejável em qualquer praia urbana e pública: monitores ambientais, guarda-vidas, policiais, fiscais, entre outros quesitos básicos e essenciais
Em outras palavras, nas praias certificadas pelo Programa Bandeira Azul, deve haver o mínimo desejável em qualquer praia urbana e pública: monitores ambientais, guarda-vidas, policiais, fiscais, equipamentos e pessoal treinado para apoio a pessoas com necessidades especiais, além de bebedouros, chuveiros e banheiros que funcionem e sejam limpos, entre outros quesitos básicos e essenciais.
Nas praias 'bandeira azul', deve haver fiscalização permanente, não sendo permitido levar cães na areia, praticar esportes coletivos em meio às outras pessoas ou ouvir som alto - condutas que possam prejudicar ou incomodar outras pessoas.
Como pude observar no domingo que passei na praia do Tombo, no entanto, nem tudo é perfeito. Os recursos podem estar disponíveis, mas falta para a maioria dos frequentadores a tal consciência ambiental.

Triste realidade

Havia lixeiras, mas nem todas as pessoas levavam seu lixo até elas. Havia chuveiros, mas nem todos os fechavam depois de usados, e muitos os usavam sem qualquer parcimônia (apesar da escassez de água), para lavar pranchas de surf ou cadeiras de praia, por exemplo. E isso porque estou me restringindo a dar apenas dois exemplos, aqueles que considero mais emblemáticos, dois dos temas mais batidos em termos de educação ambiental no país: a necessidade de dispor corretamente o próprio lixo e de se economizar e fazer bom uso da água.
Na escola, sobretudo na educação infantil e no ensino fundamental, há uma verdadeira overdose de conteúdos abordando as questões da água e do lixo
Afinal, quem ainda não ouviu falar sobre isso? Na escola, sobretudo na educação infantil e no ensino fundamental, há uma verdadeira overdose de conteúdos abordando as questões da água e do lixo. Na TV, assim como na mídia em geral, esses também são os temas mais lembrados quando se trata de educação ambiental.
Não se trata, portanto, de falta de informação. Fala-se de cuidar do ambiente desde os idos tempos de Sujismundo. Já era hora, portanto, de termos uma geração (ou mais) de pessoas que realmente praticassem esses preceitos básicos da educação ambiental. Mas não é o que se constata em muitos lugares públicos, como a praia.

Apenas engatinhando

Nesses locais, o que se percebe é muito diferente do desejável. Verifica-se que há uma distância significativa e muito perceptível entre possuir informações e agir realmente de acordo com elas ou, entre saber, em teoria, e colocar em uso, na prática. Em outros termos, torna-se patente também que, em relação às atitudes desejadas ou à nossa real educação ambiental, estamos apenas engatinhando.
Procuro mas não encontro na literatura acadêmica explicações para esse fenômeno. Por sinal, acho admirável conseguir localizar tantos artigos acadêmicos enaltecendo a educação ambiental e discutindo seus avanços, mas nenhum que a critique ou discuta a lentidão e a baixa eficácia em sua efetivação real ou na obtenção factual de mudança de atitudes.
Será que estou delirando? Estou sendo exageradamente crítica e pessimista?
Chuveiros na praia
Nas praias brasileiras que contam com chuveiros, é comum ver o desperdício, como torneiras abertas e uso de água potável para lavar pranchas de surf ou cadeiras. (foto: Flickr/ Raul - CC BY 2.0)
Lembro-me de uma fala da pesquisadora Elsa Meinardi, da Universidade de Buenos Aires, Argentina, no 3° Encontro Regional de Ensino de Biologia, realizado em setembro deste ano em São Paulo, que se aproxima do tema abordado aqui. Na oportunidade, referindo-se à educação sexual presente nos currículos oficiais e oferecida nas escolas aos nossos jovens, tema de alguns de seus estudos e principais pesquisas, Meinardi chamou a atenção dos professores de ciências e biologia para a distância que a separa da realidade vivida pelos jovens, quando imersos em sua cultura local.
Ela destacou, também, o desconhecimento que muitos professores têm dessa 'outra realidade' ou dessas outras 'forças culturais' que alimentam as escolhas e decisões dos jovens no campo da sexualidade e alertou para a ilusão de se pensar que apenas com informação e prescrições comportamentais oferecidas na escola se conseguirá a mudança de comportamentos e a prevenção desejável.

Visão e ação em contexto

Para que a educação sexual seja realmente eficaz, considera Meinardi, há muito mais trabalho a ser feito. Trabalho que, segundo a pesquisadora, depende de visão e ação em contexto. Ou seja, que envolva múltiplos setores e esferas culturais e em uma perspectiva que leve em conta, respeite e dialogue também com as diferentes visões e conhecimentos que se apresentam na sociedade. Nem sempre nos damos conta disso - alertou a pesquisadora -, mas, principalmente nas grandes cidades, estamos vivendo em sociedades cada vez mais multiculturais, nas quais diferentes visões de mundo, valores e crenças, entre outras 'forças culturais', também atuam para educar os indivíduos.
Com sua fala sobre educação sexual nas escolas, Meinardi me fez refletir sobre o quanto é pretensiosa a instituição escolar em achar que sozinha poderá dar conta de educar sexualmente os jovens, desprezando a poderosa influência que outras instâncias e instituições culturais, como família e o grupo de convívio próximo, têm sobre o comportamento das pessoas. E agora, ao buscar relacionar essas ideias com a experiência de um fim de semana na praia, me faz pensar que o mesmo pode se aplicar à educação ambiental. 
Será que não estamos superestimando o papel da escola e das informações gerais, depositando nelas uma enorme expectativa de mudança de comportamento?
Será que não estamos superestimando o papel da escola e das informações gerais, depositando nelas uma enorme expectativa de mudança de comportamento, e subestimando o papel que outras instâncias e forças culturais têm sobre a educação ambiental?
Se de fato isso estiver acontecendo, nossas estratégias deveriam mudar. Deveríamos, nesse caso, ampliar em muito o leque das ações em educação ambiental, de forma a fazer com que as condutas desejadas se tornassem mais entranhadas em nossa cultura, via outros caminhos e métodos que não apenas a escola e algumas de suas prescrições tradicionais.
Sem abandonar o que tem sido feito de bom na escola, talvez seja necessário ampliar espaços e metodologias, dando menos peso à teoria (informação e prescrições do que deve ser feito) e valorizando mais a prática (atitudes ou aquilo que de fato se faz). Talvez, assim, a educação ambiental chegue realmente às praias.

Vera Rita da Costa
Ciência Hoje/ SP

http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2014/11/educacao-ambiental-onde-falhamos
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Convite especial: Formação Mediação Social

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NADER CEDIV

 

Estimados/as coordenadores/as,

Saudações!

É com muita satisfação que informamos que a CEDIV  estabeleceu uma parceria com Núcleo de Estudos para Paz - NEP do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares CEAM-Unb, por intermédio de Flávia Beleza, para o ano letivo de 2015. O objetivo da parceria, é  trabalhar de forma mais aprofundada as temáticas de gênero, sexualidade, étnico-racial e outras  no Projeto Educar em Paz, uma vez que diuturnamente são temáticas que originam conflitos no âmbito escolar e qualificar nossa prática no tocante a mediação de conflitos.

O Projeto Estudar em Paz vem sendo desenvolvido há 7 anos nas escolas da SEDF, neste ano de 2014 foi realizado na EC 22 do Gama.

Convidamos vocês a participarem da Formação de Mediação Social que ocorrerá nos dias:
09/12/14 - 3ª feira
10/12/14 - 4ª feira
15/12/14 - 2ª feira
16/12/14 - 3ª feira
17/12/14 - 4ª feira

Horário: 9h às 12h ( iniciaremos pontualmente no horário previsto)
Local: Auditório do 13º andar
Endereço: SBN Quadra 02 Edifício Phenícia - 13º andar

Segue em anexo o conteúdo programático.

Nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos por meio do contato telefõnico 3901-3192, com o/a professor/a Renata Parreira ou Swai Roger.

Ressaltamos que a nossa reunião do dia 11/12/14 ocorrerá conforme agendada.

Por favor confirmem presença.

Cordialmente,
Renata Parreira.

Núcleo de Atendimento à Diversidade Étnico-Racial
Coordenação de Educação em Diversidade
Subsecretaria de Educação Básica
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal
(61) 3901- 4424/3901- 3192
Acesse nossos Blog: diversidadeeducadf.blogspot.com
                                 convivaescola.blogspot.com.br
Foto

 Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade.Malcolm X

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Circulando Autonomia, Filmes e Livros por uma Nova educação. . Quinta e Sexta na Funarte, sábado no Aud 2 Candangos.

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Olá, amig@s,



agradecemos a divulgação  e convidamos tod@s para o Evento de Extensão CIRCULANDO AUTONOMIA, que culmina nosso quarto ano de trabalho com o PEAC Diálogos com Experiências Educacionais Inovadoras - Proj.Autonomia.

O Projeto Autonomia reune professores do PED IP, e do MTC/TEF - FE  e  PED-IP, contando e estudantes de Pedagogia, Psicologia e vários outros cursos da UnB.

A ORGANIZAÇÃO do Evento conta com a colaboração ativa de ex-alunos do Projeto hoje trabalhando na rede pública  e em escolas associativas do DF, todos eles interessadas em uma EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA, MAIS AUTÔNOMA, CRIATIVA, SOLIDÁRIA e RESPONSÁVEL,  e professores do Paranóa/Itapoã ligados ao nosso fórum quinzenal.

Também nos orgulhamos de contar com a parceria do GEPEPI, grupo constituído por ex-estudantes da FE que foram nossos parceiros no Projeto durante a graduação e hoje trilham esse caminho nas escolas e ambientes em que trabalham.

Vejam programação abaixo!



Atenciosamente,

Prof.ª Fátima Vidal e Profª Alexandra Rodrigues - FE/TEF e MTC
Profª Simone Lima e Profª Regina Pedroza - IP/PED


Circulando Autonomia

Filmes e livros por uma nova educação.

Um jornalista que rodou 17 mil quilômetros mapeando experiências educacionais que fazem a diferença no Brasil ; uma jovem pedagoga ouve as crianças clamando pelo direito de brincar de faz-de-conta; cineastas independentes perguntando a pais, educadores e crianças: uma escola diferente é possível? ; um coletivo que faz uma volta ao mundo diferente: procurando espaços educacionais inspiradores; uma pré-escola associativista que se reinventa há décadas no Planalto Central.

O Projeto de extensão da Universidade de Brasília Diálogos com Experiências Educacionais Inovadoras (Projeto Autonomia) reúne educadores, estudantes e membros da comunidade com um propósito: circular e praticar idéias que levem à transformação da educação. Idéias como as que estão nos livros e filmes que lançaremos e oficinas que realizaremos entre os dias 26 e 29 de novembro...

DIA 26 ÁS 9H-11H E 14H - 16 NA REGIONAL DE ENSINO DO PARANOÁ/ITAPOÃ .

QUINTA  DIA 27 SALA CASSIA ELLER DA FUNARTE

Lançamento do Filme
Quando Sinto que já Sei

e apresentação do projeto
Volta ao Mundo em 13 Escolas

Roda de conversa com os diretores  Anderson Lima e Antonio Lovato e autor Andé Gravatá


SEXTA  28 ÁS 19H NA SALA CASSIA ELLER DA FUNARTE

Lançamento do Livro 
A escolarizaçãod a brincadeira com  a autora Dianne Prestes

Roda de diálogo sobre desescolarização com GEPEPI/ Gabi Almeida

Conversa sobre CONANE Internacional com Sonia Goulart. 



SÁBADO DIA 29 ÁS 16H NO AUDITÓRIO DOIS CANDANGOS NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNB

Cortejo de pernas de pau
Espectáculo de palhaços
Oficina de xilo , rima e cordel

Lançamento do livro Caindo no Brasil com o autor, Caio Dib 



Evento no facebook:
Confirme e convide amig@s!

A gente ama o que faz, mas ainda não conseguimos pagar as passagens aéreas de nossos ilustres convidados com amor. Então a gente tá passando o chapéu virtual pra viabilizar o evento. Topa ajudar? Clique aqui e venha com a gente!
http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=311029]

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A cada três minutos, um gay sofre violência no Brasil....

Divulgando de YAHOO! Notícias: YAHOO!Ntc - HOMOFOBIA!

A cada três minutos, um gay sofre violência no Brasil

A cada três minutos, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu acima dos 600%. Segundo números obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo" , o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011. Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6,5 mil denúncias.

Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays. Estudante de Direito na USP, André Baliera, de 29 anos, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para casa pela Rua Henrique Schaumann quando dois jovens o ofenderam por causa de sua orientação sexual. Depois de uma discussão, acabou agredido pela dupla.

“Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido”, conta Baliera. Quase dois anos depois, receio e medo ainda estão presentes no dia a dia, assim como o preconceito. “Em junho deste ano, estava com meu namorado assistindo a um filme em Santos e fomos xingados de ‘viados’ dentro do cinema. Chamei a polícia na hora”, disse.

Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o desafio é apurar os crimes. “Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências”, afirmou.

Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na Praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata.

“Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender a razão de ter sido agredida.”


Assassinatos

O filho de Avelino Mendes Fortuna, de 52 anos, não teve a mesma sorte. Nesta quinta-feira, 20, fez dois anos que Lucas Fortuna, de 28, morreu assassinado em Santo Agostim, no Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio.

Depois da morte, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e pelo engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. “O pai que não sai do armário juntamente com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro”, afirmou. “Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família.”


Preconceito

A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDHPR e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição. No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas pelos estudantes de Ciências Agrárias. “Desde o começo do ano, recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio”, reclama.

A Organização dos Advogados do Brasil (OAB) entregou queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. “É triste ver que em uma universidade, onde estamos para expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. A minha tristeza foi convertida em luta pelos direitos humanos. Espero que mais homossexuais tomem coragem para fazer o mesmo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Leia também:
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

José Ivan Mayer de Aquino te convidou para participar da conferência livre Financiamento do PNE, Esporte, Cultura, C&T&I dependem da defesa da Lei dos Royalties

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Rede Social da CONAE <conae2014@mec.gov.br>

14 de nov (Há 6 dias)


para mim
Rede Social da CONAE
Olá JOAQUIM VIRGÍLIO MENDES BARBOSA!

José Ivan Mayer de Aquino te convidou para participar da conferência livre 'Financiamento do PNE, Esporte, Cultura, C&T&I dependem da defesa da Lei dos Royalties'.
Abaixo está a mensagem enviada por José Ivan Mayer de Aquino:

Mensagem:
A sociedade brasileira é chamada a defender a aplicação dos recursos do orçamento no PNE, sem receio de se posicionar politicamente, com a mesma clareza que o governo teve ao defender os royalties para a educação. A etapa nacional da CONAE pede protagonismo contra golpes para derrubar a democracia no Brasil.

Para ver a conferência livre, acesse a URL clicando no link abaixo:
http://redesocialconae.mec.gov.br/index.php/groups/viewgroup/10838-financiamento-do-pne-esporte-cultura-c-t-i-dependem-da-defesa-da-lei-dos-royalties

Tenha um bom dia!


Este e-mail foi enviado por JOAQUIM VIRGÍLIO MENDES BARBOSA (holos.utopos.grebsm@gmail.com).
Se você não quiser mais receber e-mails de Rede Social da CONAE, clique AQUI para cancelar.
CONAE 2014

Especiais diversos - Atlântico Negro - Na rota dos Orixás_02.

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Prezados Professores,
Não percam Atlântico Negro - Na rota dos Orixás, o documentário trata da riqueza cultural africana, sobretudo sua religiosidade. Exibe rituais e trajes típicos. Os africanos trouxeram para o Brasil os mestres da agricultura tropical e da criação de gado extensiva. Ele cita a religião dos orixás, muito ligada à noção de família. O tráfico de escravos da África para o Brasil durou 350 anos. Mais de 4 milhões de negros foram embarcados na costa africana com destino à Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O Chachá Francisco Félix de Souza foi o maior traficante de escravos da costa atlântica da história. Há uma admiração e respeito recíprocos entre o Brasil e a África, bem como um grande entrosamento cultural.
Acesse: http://tvescola.mec.gov.br
Atenciosamente,
Equipe Portal do Professor

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DESVARIO DAS ESCOLA DE "ELITE"!

ENTRE A "QUALIDADE" E A "CRUELDADE": CONTRO+VÉRSIA!

Poeta Manoel de Barros falece em Campo Grande

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Manoel de Barros 

Espetáculo trata da criação do ser-humano por meio de mitos africanos | “Tradição Viva” Espetáculo musical celebra a Semana da Consciência Negra

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Posted: 13 Nov 2014 05:16 AM PST


"O homem é o universo em miniatura”. A partir desta frase, a companhia Foli Ayê cria seu trabalho de estreia, “Tradição Viva”, espetáculo musical sobre a história da criação do ser-humano segundo a tradição Bambara do Komo (povos do sul do Saara, antiga Barfur) e sobre a criação do planta Terra, por meio itans (mitos) dos Yorubás. Em curta temporada, a peça será apresentada entre os dias 21 a 23 de novembro, às 21 horas, na sexta e no sábado, e às 20 horas no domingo, e marca o contexto de comemoração da Semana da Consciência Negra.

A tradição do Komo vem dos povos que hoje habitam a República do Mali, país africano ocupante da África Ocidental, cujas fortes influências fincaram raízes no Brasil depois da diáspora africana. Ao longo da peça, o mito traduz o nascimento e as funções tradicionais dos orixás, recriando a concepção das religiões de matrizes africanas no Brasil.

Com texto que encanta crianças e adultos, os personagens desses mitos serão representados por bonecos e traduzem o ofício dos griôs, sábios contadores de histórias, conhecidos pela perpetuação da tradição oral. Música, dança, artes visuais, projeções e outros recursos se alinham para uma recriação lúdica da criação do planeta Terra e do homem sob a ótica dos africanos da tradição Bambara e dos povos Yorubás. A ideia do grupo é utilizar a montagem como referência para o povo brasileiro, compartilhando os conhecimentos e saberes tradicionais africanos e justificando a autenticidade cultural dos descendentes dos negros escravizados no Brasil que, em sua maioria, vieram desta região.
No mito, Maa-Ngala, o Deus-Mestre, criou vinte seres, que constituíram o conjunto do universo. Na imagem dessas vinte primeiras criaturas, Maa-Ngala notou que nenhuma estava apta a tornar-se seu interlocutor. Então, recolheu um pedaço de cada uma das criaturas, misturou tudo e criou o vigésimo primeiro ser – o homem – e deu o nome de Maa. Se Maa-Ngala era Deus, Maa era o homem, um ser que ganhou um corpo especial, vertical e simétrico, com um pouco de cada um dos outros seres existentes.
Conta-se também sobre o aparecimento das divindades Oxalá (ou Obatalá), deus da criação que instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais jovem chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olòdùmarè confiou a Obatalá e, para tanto, armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa, que vinha de espreita na retaguarda, passou à sua frente, e tornou-se fundador dos povos yorubás.
O musical “Tradição Viva” traz grande amparo na musicalidade original dos tambores Malinké e Yorubás, somando os recursos da sonoplastia e execução de trilha sonora ao vivo com instrumentos de corda, sopro e percussão que encontram-se em conexão com os elementos terra, ar e água abordados no referido mito.

O texto do espetáculo, de autoria de Nãnan Matos, com a colaboração do diretor de cena e dos bonequeiros, é construído a partir de um diálogo entre o velho sábio Neco e a jovem Aroni, interlocutora que aprende um pouco da história de suas raízes africanas, através da contação de histórias e de danças e músicas compostas especialmente para o espetáculo. A peça apresenta ao público um diálogo entre a cultura afro-brasileira e as culturas africanas, como forma de resgate das tradições ancestrais e de fortalecimento dos fundamentos e saberes populares dos povos que formaram a identidade brasileira.
Sob a direção de Abaetê Queiroz, o espetáculo conta com os bonequeiros Fabiola Resende e Thiago Francisco e os dançarinos Louise Lucena e Rafael Portela no elenco. A direção musical de “A Tradição Viva” é de Nãnan Matos, que é acompanhada, em cena, pelos músicos André Costa, Diogo Cerrado, Dani Neri e Felipe Fiúza. A concepção e criação dos arranjos musicais são do músico paulista André Ricardo. A preparação corporal, contextualizada nos movimentos africanos dos povos do oeste e dos yorubás tem parceria e consultoria de Luciane Ramos (SP).
 A tradição Bambara do Komo confere extrema importância à kuma (palavra), atribuindo a ela não só um poder criador, mas também a dupla função de “conservar” e “destruir” a tradição, sendo a fala, por excelência, o grande agente ativo da magia africana. A concepção do projeto tem como ponto forte a valorização da transmissão de conhecimentos através da linguagem oral, forma tradicional e popular de compreensão cultural.

Assim como no Brasil, um dos grandes desafios africanos hoje é o de integração das populações mais jovens aos costumes e saberes ancestrais. Os modelos europeus colonizadores colocaram em contraponto o cartesianismo, modo particular de “pensar o mundo” e o animismo, modo particular de vivê-lo e experimentá-lo, na totalidade do ser, criando um abismo cultural entre o que se foi e o que se é.

O musical foi contemplado no edital de Montagem de Espetáculos do Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Distrito Federal – FAC/DF. Pela estreia, o espetáculo circulará com apresentações no Plano Piloto e na Ceilândia e conta, ainda, com tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), em sessão especial.



Ficha Técnica
Concepção, Direção Musical e Texto: Nãnan Matos
Direção de Cena e Iluminação: Abaetê Queiroz
Bonequeiros: Fabíola Resende e Thiago Francisco
Dançarinos: Louise Lucena e Rafael Portela
Arranjos e produção musical: André Ricardo
Músicos: André Costa, Dani Neri, Diogo Sousa, Felipe Fiúza e Nãnan Matos
Consultoria e preparação Corporal: Luciane Ramos
Sonorização: AudioPro
Operador de Som: Victor Valentim
Produção Executiva: Alessandra Rosa 
Produção Artística: Naimê França
Cenário e Figurino: Cyntia Carla
Assessoria de Comunicação: Um Nome Comunicação
Identidade Visual: Prila Paiva
Realização: Grupo Foli Ayê e Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Distrito Federal

Serviço – Tradição Viva
Data: 21 a 23 de novembro de 2014
Horário: sexta e sábado às 21h e domingo às 20h
Local: Teatro Plínio Marcos – Complexo Cultural da Funarte (Via Eixo Monumental, Lote II, Setor Divulgação Cultural - Brasília, DF
Classificação indicativa: Livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 542 lugares
Informações: (61) 3322-2076
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia)

De Saúde da População Negra: Saúde da População Negra

Resposta a pergunta sobre a baixa representatividade de mulheres na ciência...

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O astrofísico norte americano Neil deGrasse Tyson dá um baile de resposta a uma pergunta sobre a baixa representatividade de mulheres na ciência. Em menos de 3 minutos, ele traz, com bom humor mas muito impacto, reflexão importante sobre sistemas educacionais , sociedade, preconceito e oportunidade,
Por escolas que não pressuponham que carreira alguem vai seguir...e que construam sociedades livres de sexismo, racismo e capacitismo!

http://fisicainterativa.com/blog/diferenca-genetica-e-mulheres-na-ciencia/

De Românticos Candangos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aniversário da APA Bacia do Rio Descoberto.


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Caros Conselheiros,

A Unidade de Conservação Área de Proteção Ambiental (APA) Bacia do Rio Descoberto está comemorando seus 31 anos de criação, no dia 07/11/2014 e, para celebrarmos essa data, e ainda, a I Semana da Bacia do Descoberto (03 a 09 de novembro) estaremos realizando algumas atividades socioeducativas, afim de alertar e conscientizar nossa comunidade da importância de se preservar nosso ambiente.
Assim, temos a honra de convidar os senhores para esse grandioso evento (segue programação anexo). 
Contamos com o apoio, participação e divulgação de todos os senhores.
Solicitamos favor de confirmar o mais breve possível.

Atenciosamente.

Herika Matsunaga
Analista Ambiental
ICMBIO/ APARD



31º aniversário da APA Bacia do Rio Descoberto e a
I Semana da Bacia do Descoberto!
07 a 09/11/2014
Venha comemorar conosco!
Dia 07/11  9h: plantio de mudas do Cerrado na nascente do Córrego Currais. Ponto de encontro sede da Flona de Brasília.
Dia 08/11 9h: mutirão de limpeza da APA em um trecho da BR 070. Ponto de encontro na sede da Flona de Brasília.
Dia 09/11 9h às 16h: Ferinha do Cerrado, com produtos artesanais, gastronomia do Cerrado, trilha interpretativa (10h), slackline, picnik, trilhas, etc. Local: estacionamento da FLONA de Brasília.
Traga sua rede, canga, bike, filhos e amigos para comemorar conosco!!!

Foto "Temos de nos tornar na mudança que queremos ver no mundo."
                                                                                                        (Manhatma Gandhi)                                                                 -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Hélia Cristina Sousa Giannetti - Coordenadora

COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS - COEDH
    
GDF - SEDF - SUBEB - COEDH                          
SBN Q. 2 - Bloco C -  6º andar - Edifício Phenícia 
Telefones: 3901.6785    fone/fax: 3901.4427