quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Redes sociais são porta para pedófilos

Divulgando de YAHOO!

 Redes sociais são porta para pedófilos

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO... VEJA!

Divulgando de YAHOO!

Brasileiro que nasceu com cabeça virada para baixo vira exemplo pelo mundo 

Programação TV Escola.

Divulgando...

Ministério da Educação

20:13 (Há 12 horas)


para mim
Prezados Professores,

Não percam a estreia “Sua Escola, Nossa Escola – Iniciação Matemática” quinta – feira, 04 de setembro, às 7h30 e 18h30. Realizada pela TV Escola, a série reune experiências de sucesso aplicadas em seis escolas públicas de diferentes regiões do Brasil. Os programas mostram práticas voltadas para o Ensino Fundamental, mostrando como o aprendizado da Matemática pode ser divertido e de que forma faz parte do cotidiano dos alunos. O material utilizado é simples e de baixo custo, de modo que as experiências podem ser replicadas ou adaptadas à realidade de qualquer escola do país.
Acesse: http://tvescola.mec.gov.br/


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Andar mais levemente sobre a Terra!

Divulgando...

Brígida Aires

Espaço Cultural.

Divulgando...

Segue material para divulgação do projeto Cancha Cultural, o espetáculo é destinado ao publico Infantil.

Certo de contar com a divulgação, agradecemos o apoio.


Projeto Cancha Cultural
Apresenta
Canta e conta Brasília
Espetáculo Musical infantil com teatro de bonecos e brincadeiras de rodas, nessa montagem narramos os fatos que culminaram com a construção de Brasília, montada em teatro de bonecos, tem referências históricas oficiais como: Juscelino Kubitscheck, Oscar Niemayer, Lúcio costa representados por bonecos e trechos de textos historiográficos, também faz uma singela homenagem ao Mestre Zelito e a Seu Teodoro.   
Ficha técnica
Atores: Airton Masciano, Eudes Leão, Leda Carneiro, Arthur Costa.
Técnico: Vitor Hugo
Fotos: Kacau Machado
Dia: 30 de agosto de 2014
Horário: 17hs
Local: Praça Q. 40 Setor Central - Gama DF

Entrada franca e Classificação indicativa livre
Para maiores informações e inscrições: (61) 3556-6606


Apoio: FAC (Fundo de Apoio a Cultura)

Convite para Ato Político.

Divulgando...

Diversidade Coordenação

Data: 26 de agosto de 2014 10:31
Assunto: Convite para Ato Político
Para:

Caros amigos e amigas,
Segue anexo o convite para o Ato Político de lançamento do Manifesto em Defesa do Estado Laico que acontecerá no dia 28 de agosto (quinta-feira) como encerramento do Seminário "Laicismo ou laicidade? Desafios atuais do Estado Democrático Brasileiro".
Pedimos que divulguem para suas redes de contato e publiquem em seus meios de comunicação também!
A mobilização e participação de representações religiosas é essencial para o enriquecimento desse debate.

Até lá!

sábado, 23 de agosto de 2014

Destaques da TV Escola.

Divulgando...

Ministério da Educação

19:54 (Há 12 horas)


para mim
Prezados Professores,

Confiram a programação semanal da TV Escola.
Acesse: http://tvescola.mec.gov.br

Atenciosamente,
Equipe Portal do Professor

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

As 10 escolas mais incríveis do mundo.

Divulgando...

Incríveis!!! ^-^

"6. (...)
Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação
Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países,
atendendo em torno de 40 mil alunos. Outros exemplos famosos são a
Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em
Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de
instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as
escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente
Campos Salles, todas em São Paulo."

http://hypescience.com/escolas-mais-incriveis-do-mundo/



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Romanticos Conspiradores.

CURSO POLITEIA!

Divulgando...

Romanticos Conspiradores

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Programação TV Escola

Prezados Professores,
A série "A Última Guerra do Prata" aborda a geopolítica da região platina e o papel de homens e mulheres que lutaram na Guerra do Paraguai.

Episódios inéditos toda terça, às 22h. 
Acesse: http://tvescola.mec.gov.br

Atenciosamente,
Equipe Portal do Professor



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Projeto Cancha Cultural

Projeto Cancha Cultural
Apresenta
Tambores na Rua

Apresentação cênica musical percussiva, onde se mistura várias vertentes da cultura popular em espetáculo de Rua.
Dia: 15/08/2014
Horário: 17:00
Local: Praça EQ 11/15 Setor Oeste - Gama DF



Cantimpinga lempenga lenga,

Espetáculo cênico musical com canções infantis populares e interação cênica de personagens da cultura popular como Boizinho, Boneca gigante e realejo.
Ficha técnica
Músico: Cleyson Batah 
Atores: Airton Masciano, Eudes Leão, Leda Carneiro
Dia 16/08/2014
Horário: 17:00
Local: Praça da Q. 40 Setor Central Gama

Entrada franca e Classificação indicativa livre
Para maiores informações e inscrições: (61) 3556-6606


Patrocínio: FAC (Fundo de Apoio a Cultura)



--
A T E N Ç Ã O ! ! !

Este e-mail é somente para envio de convites.

Para contatar-nos escreva para ciabagagem@gmail.com

Espaço cultural bagagem
        3556 6606
ciabagagem.blogspot.com
twitter: @ciabagagem

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Animações na sala de aula - Curta Na Escola!



 
Site Porta Curtas


 

Olá, Professor(a) JOAQUIM VIRGÍLIO MENDES BARBOS,

Animações na sala de aula

As animações são uma ferramenta que nos permite introduzir e tratar temas educativos e valores. Todas as crianças e até os adultos adoram assistir. Ajudam também para quebrar a monotonia da sala de aula, facilitando a compreensão de diversos temas. A seguir algumas sugestões!



Minhocas
Quando a criança está pronta para perguntar, os adultos podem não estar preparados para responder. O dilema do questionamento, enfrentado por pais e filhos, é o assunto dessa família de minhocas. Este curta permite gerar um espaço de dialogo para discutir as perguntas das crianças, explorando ao máximo a curiosidade delas.
» Veja nossa sugestão de Plano de Aula!

Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, revelando mistérios de tempo e espaço. A animação possibilita a reflexão sobre o encontro da realidade indígena com nossa sociedade e as particularidades das diferentes culturas.
>>Veja nossa sugestão de Plano de Aula!


Velha História

Um dia ao pescar na beira de um rio um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade. Do poema de Mário Quintana. O filme é uma ótima oportunidade para falar de sentimentos: de amizade, de amor, de tristeza, de encontros e de perdas.
» Veja nossa sugestão de Plano de Aula!


Fiat Lux
Fiat Lux é um termo bíblico usado por Deus durante a criação do universo. Significa "Faça-se a luz", ou "Haja Luz". É uma metáfora muito conhecida, e representa a origem do novo. O curta possibilita desenvolver a curiosidade e a criatividade das crianças na invenção de coisas novas.

É chegada a hora do Anima Mundi 2014! O festival passará por São Paulo e Rio de Janeiro e depois entra em circuito por diversas cidades do país. Não perca!
Confira mais notícias na Coluna Curtinha!


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Bons Relatos!

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TDAH E MEDICALIZAÇÃO!

Veja no link abaixo.

CONTROVÉRSIA

terça-feira, 5 de agosto de 2014

REPASSANDO....

SALVAGUARDA DE BENS REGISTRADOS COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL - IPHAN

 

CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 03/2014 – APOIO E FOMENTO À SALVAGUARDA DE BENS 
REGISTRADOS COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

INSCRIÇÕES ATÉ 24 DE AGOSTO DE 2014

2. DO OBJETO 
2.1 Constitui objeto do presente chamamento público a seleção de propostas de órgãos ou 
entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos para promoção de ações de salvaguarda 
para os bens culturais Registrados como Patrimônio Cultural do Brasil, nos termos e 
condições estabelecidos neste instrumento e respectivos anexos. 

2.1.1 Serão aceitas propostas de apoio e fomento para os bens culturais Registrados como 
Patrimônio Cultural do Brasil, ou de bens culturais associados ao contexto de ocorrência 
destas práticas culturais, com proposição de atividades de mapeamento, pesquisa, 
produção bibliográfica e audiovisual, ações educativas, de formação, de intercâmbios 
entre mestres e grupos culturais para trocas de saberes, qualificação, transmissão de 
saberes tradicionais, organização de apresentações culturais, apoio à organização e à 
mobilização comunitárias, estruturação de espaços culturais, promoção da utilização 
sustentável dos recursos naturais.

4.1. Os recursos financeiros destinados a este Chamamento Público são da ordem de R$ 
1.400.000,00

6.1. Poderão apresentar propostas instituições públicas estaduais e municipais e instituições 
privadas sem fins lucrativos...

7.2. Os recursos financeiros descritos no subitem 4.1 serão distribuídos em projetos nas 
seguintes categorias, excluído o valor da contrapartida: 
 1 projeto de até R$ 350.000,00 (custeio) e até R$ 100.000,00 (capital), 
valor total do projeto R$ 450.000,00 para salvaguarda dos bens culturais 
do povo indígena Karajá 
 2 projetos de até R$ 175.000,00 (custeio) e até R$ 70.000,00 (capital), 
valor total do projeto R$ 245.000,00 para bens Registrados em geral 
 5 projetos de até R$ 60.000,00 (custeio) e até R$ 15.000,00 (capital), valor 
total do projeto até R$ 75.000,00 para bens Registrados em geral

 

Aplicativo "Classificação Indicativa"!

Prezados professores,

O Ministério da Justiça, em parceria com a Universidade Federal de Goiás e o Ministério da Educação, lançou um aplicativo para auxiliar os professores da rede pública de ensino na busca por informações sobre as classificações indicativas de programas de televisão, filmes e games.
Baixe o aplicativo no tablet do Professor e confira. 
Acesse: http://culturadigital.br/classind/

Atenciosamente,
Portal do Professor


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nelson Mandela e os Direitos Humanos no Curta Na Escola



 
Site Porta Curtas


 

Nelson Mandela e os Direitos Humanos

Na última semana o mundo perdeu um dos maiores defensores dos Direitos Humanos, Nelson Mandela. A história de Mandela é usada hoje como inspiração na luta pela igualdade de gênero, raça, cor, sexo, língua e religião. Em homenagem a ele, a equipe do Curta na Escola selecionou alguns vídeos que permitem a discussão com os alunos sobre Direitos Humanos e Igualdade!
Confira mais informações na Coluna Curtinhas!

http://www.portacurtas.com.br/imagens/newsletter/separador.gif

Olhos Pasmados

Com depoimentos como “Tem também aqueles, meu filho, que quando diz velho parece que disse lixo!” é possível discutir com os alunos sobre a condição dos velhos na nossa sociedade. Esse documentário trata dos problemas da velhice. A dor, a miséria, o abandono, descaso médico. Os idosos relatam que sobrevivem do lixo, que foram vítimas de preconceito, de descaso no sistema de saúde, e permitem uma excelente discussão com os alunos os direitos humanos dos nossos idosos.
>>Veja nossa sugestão de Plano de Aula!

Por Longos Dias

Esse curta traz uma visão poética do Movimento dos Sem Terra e da Marcha Nacional pela Reforma Agrária, a partir de um poema de José Saramago e nos faz refletir sobre assuntos como Direito, Justiça, Caridade
“Justiça nós a temos e não nos atende”, "Direito já nós o temos, e não nos conhece”, “Não necessitamos Caridade.” O que queremos é uma Justiça que se cumpra e um direito que nos respeite.” Saramago
 » Veja nossa sugestão de Plano de Aula!

J.

Lançado em setembro 2007, o projeto Marco Universal se propõe a formar, a cada dois anos, um acervo de produções sobre temas de interesse universal. O primeiro projeto teve como tema escolhido "Direitos humanos: A exceção e a regra". O filme J. é parte desse projeto. Nele aborda-se as tentativas de um líder comunitário em buscar proteção ao denunciar a milícia. O vídeo tem a forma de um relatório, recorrendo a documentos como registro de ocorrência, notícias de jornal, fotografias, cartas, e-mails e uma gravação apenas de áudio em que é entrevistado por um repórter. Uma grande oportunidade dos alunos entrarem em contato com temas como direitos humanos e os mecanismos existentes para a sua proteção e desenvolverem valores, atitudes e comportamentos que sustentem os direitos humanos.
» Veja nossa sugestão de Plano de Aula!


O Homem da Árvore

Com o intuito de fazer os alunos refletirem sobre questões sociais decorrentes do atual gerenciamento do sistema penal Brasileiro, esse curta conta a história de um ex-presidiário e evangélico, que instalou sua moradia no alto de uma árvore em Brasília, onde ele busca provar sua inocência enquanto sobrevive catando latinhas nos lixos das embaixadas. O filme também é uma ótima fonte de discussão para temas como cidadania, direitos humanos e perseverança.
» Veja nossa sugestão de Plano de Aula!
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Bons Relatos! 

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PARA REFLETIR!

Um olhar sobre o machismo e as consequências em saúde para militantes negras

por  •  em 06 Jan, 2014 •  1
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Sabemos que a imagem de mulher negra forte é uma máscara que contribui para nos levar á loucura
Opal Palmer Adisa
Que o movimento de mulheres negras se constitui no mais exitoso e atuante do planeta Sueli Carneiro nos ensina, e este ano de 2013 foi marcado pela conquista de reivindicações históricas, a citar a Emenda Constitucional nº 72, a qual consagrou dignidade e direitos no espaço doméstico às milhares de Laudelinas de Campos e Creuzas Oliveiras.
Assisti à habilidade das organizações das mulheres negras para garantir as condições de governança e governabilidade da Secretaria Especial de Promoção de Políticas para a Igualdade Racial. Vi Ana Claudia Pacheco lançar seu livro Mulher Negra: afetividade e solidão e o saber de Valdeci Nascimento alcançar a cátedra da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. “Testemunhei” o Bloco Afro Ilê Aiyê, uma organização antirracista, ser condenado judicialmente a reconhecer a existência do machismo em seu interior e vir a público retratar-se pelas agressões ocasionadas à jovem mulher negra Deise Sacramento.
Em direção semelhante, acirramos o enfrentamento contra o genocídio da juventude negra, alçando à institucionalidade ações para manter a juventude viva; o combate contra a leitura midiática de coisificação da nossa sexualidade e de que somos preguiçosas intelectuais; o enfrentamento ao epistemicídio e à nossa amnésia literária a respeito de Carolina de Jesus. Casamos identidades lésbicas negras com o combate às violações perpetradas pelo Sr. Marco Feliciano. Sem esterilizações, mantivemos oposição ao discurso religioso do Estado referente à negação dos direitos sexuais reprodutivos e da recusa à garantia legal do aborto seguro e digno.
No Pronto atendimento de Urgência e Emergência vi muitas mulheres negras, seguradas pela ancestralidade que as carrega, notificarem seus algozes, romperem com o silêncio das violências, revelando aí o aumento no índice das denúncias e não o acréscimo das agressões por elas sofridas.
Se por um lado denunciamos as violências físicas, deixamos de fazê-las quando tais violações afetam o psíquico, o afetivo, o sonho individual e os projetos coletivos. O que observei em 2013 é que o movimento legitimado ao enfrentamento de tais opressões contra as mulheres negras é o mesmo que precisa combatê-las no coração de suas organizações. É a relação de amor incondicional com nossos parceiros que precisamos romper.
Da mesma forma que encorajamos as mulheres negras, sobretudo as oprimidas e subalternizadas nas classes, a conhecerem os instrumentos protetivos, a denunciarem, a romperem com o ciclo de dependência afetiva, igualmente no cerne do movimento negro, do nordeste ao sul, precisamos criar condições emocionais para a ruptura desse nó afetivo com homens que anulam politicamente, destituem falas, ocasionam prejuízos emocionais à saúde das mulheres negras, e reiteram a asfixia política como condicionante ao extermínio do povo negro.
Em sintonia com bell hooks, considero que a prática das mulheres negras de se reprimir os sentimentos como forma de sobrevivência tornou-se a principal estratégia política de convivência pretensamente harmoniosa nas organizações negras. Lembremos “que precisamos aprender a responder as nossas necessidades emocionais, e isso pode significar um novo aprendizado, pois fomos condicionadas a achar que essas necessidades não são importantes”, (hooks).
Não se diferencia muito a mulher que, após apanhar, prepara comida gostosa para seu companheiro por achar-se culpada pelas agressões sofridas e aquela militante negra que ao ser assediada intelectualmente e politicamente por ativistas, atenua a iniquidade ao atribuir a conduta violenta dos mesmos ao ancestral impetuoso e agressivo que os carrega, ou pior, a uma contundência raivosa espontânea para não dizer sincera. Assim como Luiza Bairros já em 2008, em a Mulher negra e feminismo, eu acredito que nós mulheres negras “precisamos nos unir em separado”.
Com efeito, se politicamente entendemos que a briga de marido e mulher merece repercussão pública, uma vez que o pessoal é político, compreendamos igualmente que nossa defesa a favor de qualquer mulher negra militante independe de partido ou organização mista, pois numa acepção mulherista vivemos enquanto comunidade de mulheres negras, e não é ‘secretaria ou institucionalidade a nos instruir a andarmos juntas’.
A todo o tempo e todos os dias denunciamos a violência letal contra os homens negros. Em troca, o que recebemos em relação ao nosso encarceramento – não raro em decorrência de uma relação autofágica provocada por filhos, maridos e companheiros – ao nosso adoecimento mental, à nossa esterilização compulsória, nosso solitário aborto clandestino, à nossa angústia e a nossa lealdade a eles? É o silêncio!
Muitas mulheres ainda serão manobradas em contextos sexo-afetivos e usurpados seus capitais intelectual e político para conferir o status de organização nacional a entidade promovida e dirigida por e para nossos homens.
Muitas mulheres negras mais, já leiloadas em acordos políticos, envidarão esforços para manterem uma relação cínica com seus homens, cuja confiança se deposita unicamente nos cargos e não na relação com as mulheres.
Tantas outras serão dissuadidas a não denunciarem seus companheiros, a manterem a relação a flores e copo d’água para acalmar a legitimidade e validade de suas emoções. Várias estarão desautorizadas a abordar determinadas temáticas porque não foram referenciados os conteúdos epistêmicos, antes, por dirigentes negros.

PRIVILÉGIO BRANCO?!

O privilégio branco e a opressão involuntária

por   em 07 jan, 2014 ? 1

por Larissa Santiago para as Blogueiras Negras
A primeira vez que falei sobre branquitude, percebi que o que eu dizia chegava ao receptor de uma forma completamente diferente. A conversa tomou o tom de crítica pessoal e o conflito que orginalmente era teórico passou a ser prático. O que conclui dessa primeira experiência e que me levou a ler e estudar um pouco mais sobre o lado branco da força foi um sentimento: a substituição do amor pela raiva.
Segundo Lourenço Cardoso, em seu artigo ?Branquitude acrítica e crítica: A supremacia racial e o branco anti-racista*? relata que apesar da branquitude não ser uma identidade racial única e imutável (Hall, 2005, pp.12-13) ela é múltipla e sujeita a mudança. Assim sendo, metodologicamente alguns autores se referem a dois ?tipos? de branquitude: crítica e acrítica ou ainda branquitude distintas e divergentes.
familia portuguesa
Família Real Portuguesa ? blog professor Marcelo Camargo
Com tanta nomenclatura e classificação, fica mais fácil explicar quando a gente vai pra prática. Um sujeito de identidade racial branca que critica e se posiciona do lado oposto ao do racismo, entende-se como um sujeito que faz parte da ?branquitude crítica?, logo a ?branquitude acrítica? não desaprova o racismo, mesmo quando não admite seu preconceito racial e acredita na condição hierárquica do ser branco.
Isto posto, todas as vezes em que um sujeito não reflete nem se posiciona, levando em conta sua pertença a um grupo racial historicamente privilegiado, entende-se que essa posição faz parte do grande jogo imposto pelo sistema colonial. Faz parte da manutenção o não pensamento e a negação de pertença a um grupo opressor. Isso não quer dizer que esse indivíduo, crítico ou acrítico, não sofra. De tudo dito, o mais incrível é que essa ?opressão involuntária? ou ainda, quando esse sujeito se descobre como parte do grupo com o qual não se identifica ideologicamente (o grupo racial branco), o sofrimento chega e tudo o que se pensa sobre amor e luta anti-racista vira raiva.
Por fim, deixo um questionamento em aberto. Será mesmo que essa pergunta tem que ser feita a nós negros ou a mim como indivíduo que pertenço a um grupo historicamente privilegiado?
?Mas, e eu? Longe de mim ser a vítima, mas a cor da minha pele determina que eu sou a vilã? E ele talvez não seja simplesmente uma pessoa violenta e machista, e sua cor da pele irrelevante??
Nota da autora: nada que está escrito é a pura verdade nem tão certo que não possa ser questionado.
Esperando suscitar questionamentos


Celina Cassal Josetti
Coordenadora Intermediária da Diversidade
GREB/CRE de Sobradinho/SEDF/GDF
(de 2a à 6a das 8h às 18h)
Algumas reflexões sobre a escola brasileira: